Fique por dentro

A ascensão do limão siciliano

junho 2012

É incrível como inovar o modo de utilizar alguns ingredientes pode revolucionar um prato aparentemente simples e torná-lo mais saboroso e requintado. Foi assim que uma fruta muito comum virou a mais nova queridinha dos cozinheiros no preparo de risotos, filés e aves. O limão siciliano é, agora, iguaria indispensável na fruteira dos chefs. E, para a surpresa de muitos, a parte mais badalada não é o suco, mas a casca da fruta.

O limão sempre teve um papel importante na gastronomia. Porém, ficava relegado a um segundo plano. Quase nem era possível sentir seu gosto nos pratos. O uso se restringia basicamente ao uso do suco para o tempero de peixes. Mas, de uns anos para cá, o aroma da casca amarelada chamou a atenção do mundo gourmet. Com gosto suave, porém marcante, a casca do siciliano virou um coringa: pode acompanhar um risoto de camarão, compor o molho do filé mignon e até aromatizar uma sobrecoxa de frango, dando toques de requinte aos pratos.

Os modos de usar a casca são diversos. Cortada em tiras e frita, ressaltando a crocância; cristalizada, como um exótico doce para acompanhar o café; em raspas, preservando o aroma sem a acidez característica da fruta. Quanto às combinações, não tenha medo de usar a casca em filés, aves e frutos do mar.

Originário do Himalaia, na Índia, este tipo de limão foi introduzido na Europa por volta de 1150 D.C. pelo povo árabe. Mais tarde, os portugueses trouxeram essa variedade para o Brasil. Com uma casca levemente enrugada e grossa, o também chamado limão verdadeiro, não é tão diferente das outras variedades de limas ácidas, como o galego e o tahiti. Apesar de conhecido por ser mais suave, sua acidez depende de sua maturação. Quanto mais maduro, menos leve será o limão. A grande diferenciação do siciliano é a cor amarelada, bem mais clara que a do tahiti, por exemplo. A época de maior colheita da fruta é o outono.

Fato curioso é que até 30 anos atrás praticamente só o siciliano era consumido no Brasil. Atualmente, o tahiti virou preferência do público. O principal motivo dessa troca foi a redução na oferta do primeiro. Em 1990, a produção do limão siciliano na Argentina desbancou os citricultores brasileiros, que passaram a cultivar outras espécies. Atualmente, o país que mais abastece os supermercados brasileiros com essa espécie é o Uruguai, que investe em variedades com menor número de sementes e casca mais lisa. São Paulo é o principal Estado produtor do Brasil. Além do uso no mercado de frutas frescas, o limão siciliano também é aproveitado nas indústrias de suco e óleo essencial.Link

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A ascensão do limão siciliano

junho 2012

É incrível como inovar o modo de utilizar alguns ingredientes pode revolucionar um prato aparentemente simples e torná-lo mais saboroso e requintado. Foi assim que uma fruta muito comum virou a mais nova queridinha dos cozinheiros no preparo de risotos, filés e aves. O limão siciliano é, agora, iguaria indispensável na fruteira dos chefs. E, para a surpresa de muitos, a parte mais badalada não é o suco, mas a casca da fruta.

O limão sempre teve um papel importante na gastronomia. Porém, ficava relegado a um segundo plano. Quase nem era possível sentir seu gosto nos pratos. O uso se restringia basicamente ao uso do suco para o tempero de peixes. Mas, de uns anos para cá, o aroma da casca amarelada chamou a atenção do mundo gourmet. Com gosto suave, porém marcante, a casca do siciliano virou um coringa: pode acompanhar um risoto de camarão, compor o molho do filé mignon e até aromatizar uma sobrecoxa de frango, dando toques de requinte aos pratos.

Os modos de usar a casca são diversos. Cortada em tiras e frita, ressaltando a crocância; cristalizada, como um exótico doce para acompanhar o café; em raspas, preservando o aroma sem a acidez característica da fruta. Quanto às combinações, não tenha medo de usar a casca em filés, aves e frutos do mar.

Originário do Himalaia, na Índia, este tipo de limão foi introduzido na Europa por volta de 1150 D.C. pelo povo árabe. Mais tarde, os portugueses trouxeram essa variedade para o Brasil. Com uma casca levemente enrugada e grossa, o também chamado limão verdadeiro, não é tão diferente das outras variedades de limas ácidas, como o galego e o tahiti. Apesar de conhecido por ser mais suave, sua acidez depende de sua maturação. Quanto mais maduro, menos leve será o limão. A grande diferenciação do siciliano é a cor amarelada, bem mais clara que a do tahiti, por exemplo. A época de maior colheita da fruta é o outono.

Fato curioso é que até 30 anos atrás praticamente só o siciliano era consumido no Brasil. Atualmente, o tahiti virou preferência do público. O principal motivo dessa troca foi a redução na oferta do primeiro. Em 1990, a produção do limão siciliano na Argentina desbancou os citricultores brasileiros, que passaram a cultivar outras espécies. Atualmente, o país que mais abastece os supermercados brasileiros com essa espécie é o Uruguai, que investe em variedades com menor número de sementes e casca mais lisa. São Paulo é o principal Estado produtor do Brasil. Além do uso no mercado de frutas frescas, o limão siciliano também é aproveitado nas indústrias de suco e óleo essencial.Link