Cacto-sianinha

Cacto-sianinha (Selenicereus anthonyanus)

Planta da família Cactaceae, originária do México. É um cacto epífito de ramos achatados e profundamente lobados, sem espinhos com altura que pode ir até 1,0 m.

O formato de seus ramos deu origem ao seu nome popular de cacto sianinha ou zig-zag.

As flores são grandes, cerca de 15 cm de comprimento, surgem do meio ao final do verão.

Tem pétalas na cor branca a creme, sendo que as mais externas tomam uma coloração mais avermelhada.

Floresce em geral no início do entardecer até a noite, fenecendo ao amanhecer.

São polinizadas por insetos noturnos, atraídos pela coloração clara do centro da flor e pelo intenso perfume que exala.

Pode ser cultivada em todo o país, principalmente em regiões quentes e de poucas chuvas.Cacto-sianinha (Selenicereus anthonyanus)

Bote mandacaru para aguar sua pele

Aproveitou o feriadão de fim de ano na praia ou na piscina? Então essa é uma boa hora para cuidar da pele com produtos à base de plantas brasileiras. Assim você começa 2014 com seu bronzeado protegido e com a pele inteira, sem descascar como uma cobra.
A sugestão da vez são os cosméticos de extratos de mandacaru (Cereus jamacaru), um dos cactos mais conhecidos do sertão nordestino e até dos cerradões mais secos de outras regiões brasileiras.  De grande porte, imponente, cheio de braços erguidos como os de um candelabro, o mandacaru pode chegar aos 5 ou 6 metros de altura. Em geral, serve como cerca viva nas pequenas propriedades, sempre à mão para virar comida de emergência para o gado, caso a estiagem se prolongue demais e a água de beber comece a escassear.
O caule do mandacaru tem cerca de 15% de água, 10% de proteínas e diversas substâncias com potencial industrial e medicinal. Já tratamos aqui, no Biodiversa, do uso do cerne do mandacaru em estações de tratamento de água, para aglutinar os poluentes em suspensão. Tradicionalmente, há quem utilize as raízes ou o extrato como diurético e cardiotônico. E os frutos – apreciados pela fauna e pela meninada – são uma opção para combate aoescorbuto, a doença dos navegadores, derivada da carência crônica de vitamina C.
Mais recentemente, alguns pesquisadores descobriram outras serventias interessantes para o extrato do caule, caso de Aline Davet, durante seu mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). O mandacaru foi eficaz nos testes feitos com culturas de oito das bactérias mais comuns, entre as prejudiciais ao homem, causadoras deinfecções hospitalares. Os efeitos foram mais evidentes contra Streptococcus epidermidisStaphylococcus aureusPseudomonas aeruginosa Escherichia coli.
Segundo Aline, “as cactáceas são reconhecidamente ricas em esteróides e essas substâncias podem estar relacionadas à atividade antimicrobiana do mandacaru”. Ela destaca, em especial, a tiramina como uma das substâncias com ação bactericida. A partir dos resultados obtidos, parecem boas as perspectivas de obtenção de antibióticos naturais  a partir do cacto brasileiro.
Junte-se a isso as propriedades cosméticas do mandacaru – já exploradas comercialmente pela indústria francesa L’Occitane desde meados de 2013, em sua primeira linha de produtos criada fora da França – e podemos vislumbrar um futuro com mais plantações de cactos no semiárido. Só o abastecimento da produção de hidratantes, sabonetes, esfoliantes, cremes para mãos e desodorantes da L’Occitane au Brésil já tirou o mandacaru da cerca e o levou para o meio do campo, no município de Uauá, no interior da Bahia.
Se a moda pega, o mandacaru pode virar hit de verão, combinando as qualidades hidratantes e antimicrobianas com todos os tipos de pele. Vale notar que, ao contrário de alguns químicos sintéticos, eventualmente utilizados em cosméticos, os derivados de mandacaru são biodegradáveis. A palavra de ordem, então, é botar o mandacaru para aguar as mãos, os pés, o corpo todo!
Foto: Liana John (flor de mandacaru)Link

Cacto de tocha

Você tem um quintal bonitão, um jardim enorme, casa de praia estilosa ou algum outro lugar bacana onde gostaria de colocar algo diferente das tochas tradicionais para iluminar à noite?! Quem sabe um Saguaro Cactus Garden Sculpture resolva. Trata-se de um enorme cacto feito em aço galvanizado, cheio de detalhes e que pode dar um toque bem legal aos mais variados ambientes externos. Resistente à ferrugem e corrosão, ele possui acabamento em pátina esverdeada que garante um visual ainda mais real. Link

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Cactos

Hoje estou trazendo um pouco da vida dos cactos e das plantas crassas. Muitas das plantas que crescem aqui, no nosso país, especialmente na região Amazônica ou até em centros urbanos como Salvador, Cuiabá ou Florianópolis, se fossem levadas para o deserto não conseguiriam agüentar muito tempo. O clima extremamente seco, assim como também as temperaturas sempre muito altas durante o dia e baixas durante a noite, não seria propício para as mudas que habitualmente cultivamos no jardim.
Apesar disso, muitos desertos não correspondem com a idéia que geralmente a gente faz deles, os que estão formados por grandes extensões de areia e pedra como Gobi, Saara ou Negev são exceções, e mais raros ainda são aqueles que não têm nenhum tipo de vegetação. Há uma série de plantas que estão preparadas para viver nesses lugares extremamente secos, muitas delas reduzem seu período de vegetação ativa a ponto de germinar, florir e chegar à maturidade das sementes em algumas semanas. Isso é feito só para aproveitar o curto período das chuvas, depois as sementes ficam muito tempo numa secura total, esperando condições para germinar.
Têm também cactos com raízes compridas, às vezes com 10 ou 12 metros, que se aprofundam até atingir camadas subterrâneas úmidas. Todos esses cactos têm os troncos, caules e folhas bem suculentos, convertidos em depósito de água que permitem que essas plantas sobrevivam até a chegada da próxima chuva.
Às vezes penso que os cactos são criaturas um tanto esquisitas, tento imaginar como deve ter sido aquele momento meio mágico, meio apoteótico, onde as plantas depois de ter suportado as variadas situações, em forma de terremotos, dilúvios e erupções, iniciaram silenciosamente a procura do espaço ideal. Cada liquen, cada árvore, cada samambaia buscavam uma forma de subsistência. Umas se agarraram às pedras, outras corriam para o alto das montanhas, as mais tímidas ficaram escondidas embaixo das árvores, havia também as friorentas que se amontoavam junto ao Equador, e umas poucas calorentas que corriam sem pés, buscando frio.
E foi assim que sequóias e jequitibás ficaram altos e orgulhosos. Orquídeas exibidas escalavam o alto das árvores para serem admiradas, doces caquis pulavam vestidos de laranja em cima da relva molhada. Enquanto isso os cactos, sem a mínima aptidão para fazer amigos, foram em direção ao deserto, onde se tornaram rígidos e solitários, e ainda por cima, apavorados frente a possibilidade de alguém chegar muito próximo, vestiram-se com uma espécie de armadura crivada de espinhos.
No entanto, uma delas cansada e angustiada com tanta solidão, decidiu um dia voltar, na tentativa de reencontrar os velhos amigos. Deixou para trás a roupa cheia de espinhos e abraçou apaixonadamente um Ipê-amarelo.
Esta é a história da flor-de-maio, aquela mesma que os botânicos chamam de Zygocactus. Talvez uma história muito parecida com aquelas que nos falam de pessoas que conseguem emergir da solidão, ou do desespero, voltando para o aconchego da família, ou dos amigos.
Quem sabe você possa colaborar, através de cuidados e de carinho, para fazer com que os cactos sejam menos desconfiados, aceitando viver em colônias de forma comunitária, sem temores, nem receios e sem aquela sede cruel que sentem no deserto. Cultivá-los é muito fácil, eles só precisam de sol, umas gotinhas de água de vez em quando e até uma vez por ano, um adubo que pode ser feito com algas de praia bem lavadas e secas, e depois moídas. Esta comidinha vai trazer como resultado uma florada fantástica, que pode ser branca, amarela, vermelha ou até quem sabe lilás. Essas pétalas coloridas aparecem às vezes de maneira fugaz, no meio da noite, talvez por pura timidez.Link