75 Ideias de Plantas para terrários

 

Montagem de terrários com diversas plantas para ambientes úmidos. Foto de Amy Gizienski

Mini jardins em recipientes de vidro ou cerâmica, os terrários são lindos e cada vez mais populares. Além disso necessitam de pouca rega e podem ficar dentro de casa, próximo a um local bem iluminado. Acrescentam charme a mesas laterais, escrivaninhas de escritórios, espaços gourmet no jardim, entre tantas outras opções. Mas que plantas escolher na hora de montar seu terrário? Saiba que há alguns critérios que nos ajudam a fazer boas escolhas na hora de planejar as espécies que conviverão juntas neste tipo de ambiente. Com as espécies corretas, há grandes chances do seu terrário ficar bonito por muito tempo, necessitando poucas trocas e manutenções.Primeiramente, há que se saber que há dois tipos principais de terrários, a saber: os abertos e os fechados. Nos terrários abertos, podemos cultivar muitos tipos de plantas, desde que tenham a mesma necessidade hídrica. As mais comuns neste tipo de terrário são os cactos e suculentas, mas nada impede que sejam outros tipos de plantas. Nestes terrários a água evapora escapando do sistema e por este motivo, há necessidade de regas mais frequentes. Nos terrários fechados, via de regra, a umidade costuma ser alta. Assim, este tipo de terrário pede plantas que tolerem e de preferência apreciem a alta umidade ambiental. Nesta situação, o calor faz com que a água evapore e condense nas paredes do terrário, escorrendo depois para o substrato.

Terrário aberto com cactos e suculentas. Foto de Sonny Abesamis

Depois de escolhido o tipo de terrário que você vai construir, leve em consideração o seguinte:
– As plantas, além de ter uma necessidade hídrica semelhante, devem ter necessidades de luz, fertilizante e tipo de substrato também iguais.
– As plantas devem ser um porte final (planta adulta), pequeno. Isso facilita não somente a manutenção, reduzindo as podas, como também é mais harmonioso no seu terrário, que comportará mais plantas, se estas forem pequenas e terá uma proporção mais adequada, dando o desejado efeito de mini-jardim.
– Combine plantas com diferentes alturas, cores e tamanhos de folhas. Se todas as plantas forem verdes e de folhas miúdas e com o mesmo porte seu pequeno jardim será entediante. Crie interesse ao usar plantas que se complementam nas cores e texturas.
– Locais bem iluminados permitem o uso de plantas com flores, já os mais sombreados e frescos são ideais para folhagens e musgos.

Plantas para terrários fechados e bem iluminados:

Plantas para terrários fechados sob luz difusa:

Plantas carnívoras para terrários:

  • 50. Pinguicula – Pinguicula vulgaris
  • 51. Planta-cobra – Darlingtonia californica
  • 52. Sarracenia – Sarracenia purpurea
  • 53. Drosera – Drosera capensis
  • 54. Dionéia – Dionaea muscipula

Plantas para terrários abertos:

PAISAGISMO pelo mundo

“A glória da jardinagem: mãos na terra, cabeça sob o sol, coração com a natureza.” Alfred Austinstudiog Link

 

 

 

 

 

 

“Cultivar um jardim é acreditar no amanhã.” Audrey Hepburnstroudwater design

 

 

 




 
 
 
 
“Eu estava apenas sentado aqui aproveitando a companhia. Plantas tem muito a dizer, se você tirar um tempo para escutá-las.” Eeyore (burrinho, personagem da turma do ursinho Puff)
Carolyn Chadwick

 

 

 

 

 

 Arquitetas Carolina Proto ,Fernanda Schuch e Juliana Bassani Link
  ESTÚDIO OBRA PRIMA
Clique nas imagens para vê-las aumentadas.

 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Segredos no cultivo das Rosas-do-deserto

Rosa do desertoFoto

As rosas-do-deserto (Adenium spp) são plantas suculentas belíssimas, de caule escultural e floração euberante, que vem encantando jardineiros no mundo todo. Mas elas tem seus segredinhos para encorpar o caule e as raízes, além disso, você pode estimular florações espetaculares com essas dicas. Vamos a elas?

1. Iluminação

As rosas-do-deserto são plantas exigentes em luz. Elas devem tomar pelo menos seis horas de sol por dia, caso contrário não florescem ou florescem pouco. Na falta de sol, também podem acontecer duas coisas: estiolamento (crescimento débil em comprimento) ou uma tendência em procurar luz, fazendo com que a planta fique torta para um só lado.

2. Temperatura

As Rosas do Deserto não gostam do frio. Em baixas temperatura, seu metabolismo fica muito lento, dormente. Quando expostas ao frio, as folhas ficam amarelas e caem. Deixam de florescer, e se estiverem floridas as flores caem. Nestas condições, as regas devem ser bem espaçadas, até porque não vão aproveitar muito as irrigações. Uma estufa seria uma saída interessante para manter a planta em crescimento vegetativo em locais com inverno mais rigoroso, como no sul do Brasil e nas regiões serranas.

3. Substrato

O substrato para Rosas-do-deserto é bem específico, mas fácil de compôr. Ele deve ser rico em potássio, fósforo e cálcio, leve e essencialmente bem drenante. No entanto, por ser um substrato drenável, é frequente a perda de nutrientes, que são constantemente lavados durante as regas e as chuvas, por isto adubações complementares são muito bem vindas. O nitrogênio é um nutriente que deve ser usado com cautela, pois pode provocar um desenvolvimento excessivo na planta. Temos aqui um artigo que fala sobre estre assunto. Veja mais em: Substrato para rosas-do-deserto

4. Podas

Não tenha medo de podar sua rosa-do-deserto. As podas são imprescindíveis para dar forma à planta e servem também para estimular as florações. Tenha cautela ao usar as podas para induzir o florescimento. Use como último recurso. Antes disso, melhore a adubação, dando mais atenção aos nutrientes citados acima. Para dar formato à planta, pode-se usar também recursos dos bonsaista, como “aramar” os galhos ou então usar fios de barbante para ancorá-los. Faça sempre cortes em bisel nos ramos, evitando assim o acúmulo de água nos ferimentos. O pó de canela tem sido usado com sucesso como cicatrizante nos cortes, prevenindo o aparecimento de doenças fúngicas.

5. Propagação

A Rosa do Deserto pode ser propagada por sementes ou estacas. Se a opção for sementes, deixe-as de molho em água não clorada para se hidratarem. O tempo mínimo na água é de duas horas. Podem também ser plantadas sem este tratamento, mas neste caso o tempo para germinação aumentará em 2 a 3 dias. Depois de hidratadas, plante em recipientes individuais e bem identificados. Estes recipientes podem ser copinhos de plásticos de 200 ml ou bandejas de isopor com células individuais. As bandejas de 128 células, facilmente encontradas em agropecuárias, são ideais. O tempo para as sementes germinarem varia de 2 a 4 dias. Durante este período, mantenha o substrato constantemente úmido. Quando todas estiverem germinadas reduza a irrigação para uma ou duas vezes por dia e, a medida que forem crescendo, a irrigação deve ser gradativamente espaçada. As mudinhas devem ficar sob sol pleno para irem se acostumando a esta condição de luminosidade. O momento para o transplante é quando a mudinha estiver com 3 pares de folhas definitivas. Depois de 6 a 8 meses de germinadas as pequenas plantas começam a florescer.

Plântulas de AdeniumFoto de Sinval

Outra forma de propagá-las é por estacas. Aproveite as podas para fazer mudas por estaca, mas lembre-se que essas mudas não desenvolvem caudex como as originárias de semente. Veja mais sobre a propagação por estaquia em: Estaquia da rosa-do-deserto (com vídeos)

6. Adaptação

Se você comprou sua planta num viveiro ou supermercado, é normal as folhas e flores caírem, não se preocupe. As folhas vão amarelecer e cair, assim como as flores. Isto é normal, pois elas mudaram drasticamente de ambiente. Não faça transplante e nem adube até que sua planta esteja totalmente adaptada ao novo local, demonstrando crescimento.

7. Irrigação

Uma das formas de saber se sua planta esta com sede é apertando o caudex (caule) de leve. Se estiver murcho, isso significa que a planta está desidratada. Neste caso, faça uma boa irrigação, mas sem encharcar e verifique constantemente o substrato. Caudex murcho, pode também ser podridão. Quando apertar o caudex, e verificar que está murcho, aperte outra parte do caudex. Se também estiver murcho, é quase certo que sua planta está realmente desidratada. Caso contrario pode ser podridão.

Planta pendurada, logo após completa remoção de parte apodrecidas da raíz.Foto de Sinval