Conheça as campeãs do ‘mundo olímpico’ das plantas

Se os Jogos Olímpicos celebram a superação dos limites físicos do homem, nada mais distante deste ambiente de alto rendimento do que enraizados vegetais, certo?

Errado.
É possível encontrar na flora indivíduos que, com um pouco de imaginação, fariam bonito em competições.
São vegetais velocistas, maratonistas, arremessadores de peso, nadadores e até lutadores.
Os nomes pelos quais alguns desses “atletas verdes” são conhecidos também merecem um parágrafo a parte. “Árvore em que os macacos não sobem”, “planta rolante” e “figo estrangulador” são alguns exemplos.

Imagem 1/7: Uma das espécies mais rápidas do mundo, esta árvore do Canadá faria inveja a Usain Bolt. Conhecida em inglês como “bunchberry dogwood”, ela tem flores que se abrem em menos de 0,5 milissegundos. Cientistas estimam que somente na primeira metade deste brevíssimo período, os estames da flor são expostos a uma força 800 vezes maior do que a sentida pelos astronautas durante a decolagem de uma nave espacial. Acredita-se que o mecanismo permite que o pólen possa ser liberado para ser transportado pelo vento MAIS Ken Collet


Imagem 2/7: Ela também é conhecida como ”árvore dinamite” ou ”árvore em que os macacos não sobem” e poderia competir no lançamento de dardo. Ou melhor: arremesso de sementes. E o dinamite no apelido é por conta do ruído explosivo que faz quando as libera a longas distânciasMAIS Shubhada Nikharge


Imagem 3/7: Um dos mais famosos sistemas de raízes subterrâneas de choupo ou álamo é a chamada Pando (latim para “estender”). Estima-se ela cubra cerca de 43 hectares, pese em torno de 6.600 toneladas e teria 80 mil anos de idade. Sendo provavelmente uma das raízes mais antigas e pesadas da Terra MAIS Hans Wobbe


Imagem 4/7: A chamada “planta rolante” seriam competidoras de primeira linha na categoria maratona. São plantas que, quando amadurecem, se secam e se separam de suas raízes, o que permite que elas sejam carregadas pelo vento. Em seu trajeto, dispersam suas sementes. Esta forma de distribuição é muito eficaz. Estima-se que uma espécie de plantas rodadoras possa se multiplicar desde a parte central dos Estados Unidos até a costa Pacífica em apenas uma década MAIS Jez Arnold


Imagem 5/7: O mergulho livre em profundidade não é um esporte olímpico, mas se fosse, a ‘Boscia ibitrunca’ poderia pleitear uma medalha. Mas o mergulho se daria debaixo da terra e não na água. As raízes da árvore podem se estender por até 68 metros debaixo da terra, como já se verificou com uma espécie encontrada no deserto do Kalahari. É possível produzir cerveja a partir de suas raízes e acredita-se que elas podem também ser úteis no tratamento de hemorroidas MAIS Rob Millenaar

Imagem 6/7: Um atleta de peso na categoria luta seria o “figo estrangulador”. A espécie tem uma estratégia agressiva e não mostra qualquer compaixão para com sua planta hospedeira. A combinação de estrangulamento e de ausência de luz solar torna improvável que a planta ganhe a batalha contra o figo estrangulador. Muitas vezes as plantas maduras se partem ao meio expondo seus centros vazios, mostrando onde houve uma vez uma planta hospedeira. A árvore se transformou em uma espécie de ”pedra angular” da natureza, já que muitos animais nas florestas dependem de seu fruto, rico em energia, e disponível em diferentes épocas do ano MAIS Olivia Parker


Imagem 7/7: As sequoias, as gigantes do mundo vegetal, possivelmente seriam imbatíveis em um jogo de basquete. Elas detêm o recorde de árvore mais alta do mundo. Há registro de uma sequoia que chegou a medir 115,6 metros de altura MAIS Brian Gratwicke

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Conheça as campeãs do ‘mundo olímpico’ das plantas

Se os Jogos Olímpicos celebram a superação dos limites físicos do homem, nada mais distante deste ambiente de alto rendimento do que enraizados vegetais, certo?

Errado.
É possível encontrar na flora indivíduos que, com um pouco de imaginação, fariam bonito em competições.
São vegetais velocistas, maratonistas, arremessadores de peso, nadadores e até lutadores.
Os nomes pelos quais alguns desses “atletas verdes” são conhecidos também merecem um parágrafo a parte. “Árvore em que os macacos não sobem”, “planta rolante” e “figo estrangulador” são alguns exemplos.

Imagem 1/7: Uma das espécies mais rápidas do mundo, esta árvore do Canadá faria inveja a Usain Bolt. Conhecida em inglês como “bunchberry dogwood”, ela tem flores que se abrem em menos de 0,5 milissegundos. Cientistas estimam que somente na primeira metade deste brevíssimo período, os estames da flor são expostos a uma força 800 vezes maior do que a sentida pelos astronautas durante a decolagem de uma nave espacial. Acredita-se que o mecanismo permite que o pólen possa ser liberado para ser transportado pelo vento MAIS Ken Collet


Imagem 2/7: Ela também é conhecida como ”árvore dinamite” ou ”árvore em que os macacos não sobem” e poderia competir no lançamento de dardo. Ou melhor: arremesso de sementes. E o dinamite no apelido é por conta do ruído explosivo que faz quando as libera a longas distânciasMAIS Shubhada Nikharge


Imagem 3/7: Um dos mais famosos sistemas de raízes subterrâneas de choupo ou álamo é a chamada Pando (latim para “estender”). Estima-se ela cubra cerca de 43 hectares, pese em torno de 6.600 toneladas e teria 80 mil anos de idade. Sendo provavelmente uma das raízes mais antigas e pesadas da Terra MAIS Hans Wobbe


Imagem 4/7: A chamada “planta rolante” seriam competidoras de primeira linha na categoria maratona. São plantas que, quando amadurecem, se secam e se separam de suas raízes, o que permite que elas sejam carregadas pelo vento. Em seu trajeto, dispersam suas sementes. Esta forma de distribuição é muito eficaz. Estima-se que uma espécie de plantas rodadoras possa se multiplicar desde a parte central dos Estados Unidos até a costa Pacífica em apenas uma década MAIS Jez Arnold


Imagem 5/7: O mergulho livre em profundidade não é um esporte olímpico, mas se fosse, a ‘Boscia ibitrunca’ poderia pleitear uma medalha. Mas o mergulho se daria debaixo da terra e não na água. As raízes da árvore podem se estender por até 68 metros debaixo da terra, como já se verificou com uma espécie encontrada no deserto do Kalahari. É possível produzir cerveja a partir de suas raízes e acredita-se que elas podem também ser úteis no tratamento de hemorroidas MAIS Rob Millenaar

Imagem 6/7: Um atleta de peso na categoria luta seria o “figo estrangulador”. A espécie tem uma estratégia agressiva e não mostra qualquer compaixão para com sua planta hospedeira. A combinação de estrangulamento e de ausência de luz solar torna improvável que a planta ganhe a batalha contra o figo estrangulador. Muitas vezes as plantas maduras se partem ao meio expondo seus centros vazios, mostrando onde houve uma vez uma planta hospedeira. A árvore se transformou em uma espécie de ”pedra angular” da natureza, já que muitos animais nas florestas dependem de seu fruto, rico em energia, e disponível em diferentes épocas do ano MAIS Olivia Parker


Imagem 7/7: As sequoias, as gigantes do mundo vegetal, possivelmente seriam imbatíveis em um jogo de basquete. Elas detêm o recorde de árvore mais alta do mundo. Há registro de uma sequoia que chegou a medir 115,6 metros de altura MAIS Brian Gratwicke

Organizadores dos Jogos Olímpicos recrutam 13 mil voluntários para semear jardins

Os organizadores dos Jogos Olímpicos recrutaram 13 mil jardineiros voluntários para inspirar suas comunidades a semear e cuidar de jardins e hortas perto dos locais dos eventos dos jogos e também em casas e locais de trabalho.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos lançou a iniciativa chamada “Garden for Games” (“Jardine para os Jogos”, em tradução livre), estimulando os britânicos a plantar flores e verduras nas cores olímpicas. Entre as recomendações do “Garden for Games” está também o de semear em vasos nas janelas plantas em vermelho, branco e azul, representando também a bandeira britânica.
As últimas sementes foram lançadas pelos voluntários para criar os espaços floridos o entorno do Parque Olímpico de Londres.

Um dos voluntários é Philip Turvil, um líder local da cidade de Coventry, região central da Inglaterra, e especialista em jardinagem que já afirmou que o tempo instável dos últimos meses na Grã-Bretanha não vai atrapalhar a iniciativa.

“Tem feito um pouco de frio nas últimas semanas e está escuro, mas tivemos um ótimo mês de março, quente, então, no geral, vai equilibrar”, disse.
“Maio é um ótimo momento para seguir em frente. Abobrinhas, beterrabas e alface ainda podem ser plantadas e vão ter colheita a tempo dos jogos”, disse.
O clima tem sido problemático na Grã-Bretanha. O mês de abril foi o mais chuvoso em mais de um século, depois da pequena onda de calor registrada em março. Mas, para Turvil, isto não deve ser um problema para os jardins.
“Flores e verduras são muito boas em tirar o atraso (causado pelo clima adverso), então não vemos problemas para as Olimpíadas”, disse.
Guias
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos está aconselhando os britânicos sobre como transformar jardins particulares e públicos, além dos jardins de escolas e em volta de locais de trabalho.
“Estes são os locais que mostram o apoio aos Jogos”, disse Turvil.
“Frutas e verduras unem as pessoas. Você não precisa de muitas habilidades para fazer isso”, acrescentou.
O comitê publicou guias para os interessados, explicando como se transformar em um líder local dos jardineiros e também como plantar flores e verduras. Além disso, o comitê também está acabando de preparar o Parque Olímpico para os jogos que começam em julho.
A área verde em volta do parque tem o tamanho de dez campos de futebol e foram necessários mais de dois anos de testes para aprontar esta área. Cerca de 4 mil árvores, 300 mil plantas de pântano e outras 150 mil plantas e arbustos e mais de 15 mil metros quadrados de gramados foram plantados.
Além das plantas, foram instalados mais de 250 bancos e 3.300 cadeiras no parque. A região também servirá como um novo habitat para vários tipos de sapos, lagartos, aves e morcegos.
Durante o inverno e a primavera no Hemisfério Norte os jardineiros lutaram para manter as plantas, embrulhando árvores e fazendo podas, tudo para garantir que a área fique pronta e florida em julho.
O presidente do comitê organizador, Sebastian Coe, disse que esta área verde não será apenas para os visitantes do Parque Olímpico, mas também ficará como uma herança para “as próximas gerações”.

Fonte de pesquisa: Terra.com (Paisagismo Brasil)