Decoração com orquídeas

As orquídeas são uma fascinantes, elegantes e muito ornamentais plantas que parecem complicados, mas são mais fáceis de crescer do que pensamos às vezes.Veja se você gosta!
 Este ar romântico , mas de cabeceira de ferro luz, cadeira e zinco potes pela janela ou da varanda que eu amo.
Esta solução madeiras Acho muito prático para colocar prateleiras que podem ser movidas até um ou mesmo quer pendurar as panelas diretamente. Uma versão similar está abaixo, mas é feita com um quadro de treliça simples, mais rústico. É o Jardim Botânico de Atlanta.
Seguindo o estilo do velho estufas de ferro, decoração do vintage pode ser enfatizado com pinturas botânicas e lanterna de ferro para velas. Imagem, neste caso da Ikea.
Ou com algumas prateleiras e algumas cadeiras de vime , também do Ikea.
Outro ambiente Ikea, a pequena estufa é realmente bonita e banco ideal para armazenar panelas vazias e ferramentas de trabalho de madeira.
Quatro ideias para sediar grandes vasos de orquídeas e outras plantas, é claro!
 As prateleiras de ferro são lindas. As panelas penduradas na parede e teto são um grande recurso quando temos pouca superfície para as plantas.
Uma galeria de ar rústico e vintage. Cômoda bonita com essa madeira e cadeira de vime.
E algo que eu amo, os vasos chineses em tons azuis. Não são lindas?

Orquídea Pato-voador

 Caleana major, Pato-voador, Orquídea Pato

A orquídea pato-voador é uma planta herbácea, terrestre e sua flor, como o próprio nome diz, lembra um pequeno pato em pleno voo. Ela é originária do sul e do leste da Austrália, onde é encontrada em áreas ensolaradas de várzea, assim como em florestas abertas de eucaliptos e áreas costeiras pantanosas com arbustos. Por seu pequeno porte, e cores não chamativas, é bastante difícil encontrá-la na natureza. Apresenta apenas uma folha, simples, prostrada, longa e lanceolada, de cor verde-bronzeada, muitas vezes pintada. Floresce na primavera e verão, despontando de 2 a 4 flores em uma haste verde, longa e ereta. Sua flor de formato peculiar é um atrativo sexual para o macho de uma vespa específica, que vê na flor uma fêmea e acaba por polinizá-la através de um processo conhecido como pseudocopulação. A flor é em geral marrom avermelhada, com 15 a 20 mm de comprimento e apresenta uma armadilha sensível à vibração e peso, que prende o inseto assim que o percebe, de forma que ele só consegue sair se passar pelas políneas, e desta forma acaba carregando o pólen da flor. Após a saída do inseto, a flor se abre novamente, à espera de mais vespas. Ao tentar copular com diversas flores, a vespa acaba espalhando o pólen.
Infelizmente ainda não foi possível cultivar ou propagar a orquídea pato-voador em viveiro, visto que suas raízes tem uma estreita relação simbiótica com um fungo que só cresce no seu habitat. O fungo parece ser responsável por proteger a orquídea de infecções, de forma que ao tentar cultivá-la longe do seu ambiente natural, ela perece rapidamente Portanto, como a orquídea pato-voador é dificilmente avistada, é bem provável vê-la apenas em fotografias.Link

Entrevista com Edzilda Kawasaky

Orquídea Cattleya leopoldii
Cattleya leopoldii ‘Cetro de esmeraldas’
A entrevistada de hoje já enfrentou a fúria de pestes e furacões sobre seu orquidário. Ficou triste, abalada, mas sempre se reergueu. Começou tudo de novo e voltou mais forte e renovada. Conhecida no meio orquidófilo como Dê, Edzilda Kawasaky é famosa por suas orquídeas premiadas, de beleza e qualidade excepcionais.  O exemplar da foto é um de seus favoritos, primeiro lugar na Exposição de Londrina. A seguir, uma pequena apresentação, escrita por ela.
‘Tenho 53 anos, sou casada, tenho um filho de 27 anos, sou mestiça de japonês e meu marido é descendente de alemães, uma bela mistura que resultou em um filho polaco de olhos verdes, lindo de morrer (Não sou mãe coruja, imagine). Nasci e cresci em Londrina – PR. E só saí de lá quando me casei. Hoje resido em Rolândia, cidade circunvizinha de Londrina.
 
Sempre gostei muito de lidar com plantas, jardins, hortas e pomares. Espero poder passar aqui um pouco da minha experiência como orquidófila para vocês, e desde já agradeço ao Sergio Oyama Junior pelo convite, que me deixou imensamente honrada.’

 

O.A. Como foi despertado o seu interesse por orquídeas? Há quanto tempo as cultiva?
E.K. Tenho um primo, Roberto Kawasaki, que também é orquidófilo. Sempre que eu o visitava, ficava encantada com suas plantas. Até que um dia, resolvi comprar algumas, em uma barraquinha da exposição e venda de orquídeas em frente ao supermercado onde faço compras. Lá fui eu, deu vontade de comprar uma de cada. Lembro-me bem que fiz tantas perguntas ao vendedor, que o deixei doidinho (risos). Saí de lá com  cinco vasos.
Em seguida, já entrei para associação de Londrina, junto com meu primo. Depois disso, passei a participar de exposições e, de lá pra cá, não parei mais de comprar. Comecei em 2001 com cinco vasos e hoje tenho mais de mil plantas.
Já tive que aumentar o orquidário duas vezes, agora chega. Não dou conta de cuidar delas com a atenção merecida, diminuir esta quantidade seria melhor para mim e para elas.
Edzilda Kawasaky (Dê)
Edzilda Kawasaky (Dê)
O.A. Sua coleção é notória pelos exemplares belíssimos e selecionados a dedo. Quais são os seus critérios para adquiri-los?
E.K. Eu não era nada criteriosa, quando via uma que me interessasse, ia à caça. Procurava em exposições ou via internet até conseguir um exemplar. Hoje, sem mais espaço, sem tempo e mais ponderada, só adquiro aquela que acho que vale a pena. Até porque, o trabalho que tenho para cuidar de uma orquídea de R$ 1.000,00, por exemplo, é o mesmo com uma de R$ 10,00.
Elas dão muito trabalho, são como bebês, totalmente dependentes da gente. Diferentemente da natureza, nós as enclausuramos e amontoamos todas dentro de um mesmo recinto, com tudo igual. Então, precisamos dar a elas o mínimo de condições para que se desenvolvam e floresçam, para nosso contentamento. Por isso, precisamos escolher muito bem antes de comprar, sempre observando se a planta se adapta ao nosso clima, observar o nível de dificuldade de cultivo de cada espécie e ver se estamos capacitados.
Não vale a pena sair comprando desvairadamente tudo o que achar bonito, mesmo porque eu acho todas lindas demais. A orquídea para mim é a flor perfeita. Dentro do meu orquidário tem de tudo um pouco, apesar de gostar mais de espécie do que de híbridas.
O.A. Quais as principais características do seu cultivo, em relação à adubação, regas e defensivos? O que torna suas orquídeas diferentes das nossas, pobres mortais?
E.K. Então… Eu era obcecada por dar o que tinha de melhor às minhas ‘meninas’, e isso incluía uma saúde perfeita. Mas ao longo desse tempo, andei fazendo muita burrada. Por exemplo, certa vez comprei 200 plantas do filho de um colecionador que havia falecido, e essas plantas me deram muita dor de cabeça. Coloquei todas junto com as minhas, o que fez com que muitas doenças entrassem no meu orquidário. E então começaram os problemas. O certo seria deixar essas plantas de quarentena e fazer uma inspeção minuciosa em cada vaso, replantar todas de acordo com o meu cultivo.
Passei a usar várias formas de defensivos, naturais, de contato e sistêmico, inseticidas, fungicidas… Foram anos usando muita coisa inapropriada, ultimamente eu usava fungicida sistêmico todo mês, como se fosse preventivo. Com isso, os fungos foram ficando resistentes e as plantas intoxicadas de tanto veneno.
Foram necessários mais de 6 meses sem usar nada para que elas se recuperassem. Hoje em dia, uso apenas inseticida natural, como preventivo, e só de 4 em 4 meses, já basta.
Adubação, ainda prefiro orgânica, mas também uso a química. Não consigo estabelecer uma regra, tento passar pelo menos uma vez ao mês, mas tem mês que não dá. E pensar que, quando era pra passar ‘veneno’, eu dava um jeito e passava todo mês. Credo… Mas está bom, é errando que a gente aprende  (risos).
O.A. Que conselhos daria a quem está começando? É possível cultivar orquídeas em apartamento?
E.K. Que pergunte muito antes de fazer qualquer coisa, seja comprar, adubação, tratos, tudo que envolve a arte da orquidofilia. Estudar bastante, hoje temos ótimos livros de pesquisa e alguns de bem fácil compreensão, como por exemplo o ABC do Orquidófilo, do Prof. René Rocha.
Hoje, com a internet, há vários grupos de discussão sobre cuidados com orquídeas. Eu mesma aprendi quase tudo o que sei em um desses grupos, o pessoal é muito bacana e não economiza palavras ao repassar tudo, tim-tim por tim-tim, para os novatos. Ficamos bem informados sobre tudo o que rola no mundo orquidófilo, sem contar as inúmeras amizades que fazemos, muitos chegam até a ficar íntimos. Se alguém se interessar, pode se inscrever em: orquideas-subscribe@yahoogrupos.com.br.
Se é possível cultivar em apartamento? Eu nunca morei em apartamento, então não posso opinar, mas tenho amigos que moram, cultivam e têm lindas florações.
O.A. Quais os seus planos para o futuro de seu orquidário? Ainda existe alguma orquídea que almeje e não possua?
E.K. Atualmente, eu já venho preferindo cultivar somente espécies e, de preferência, Cattleya walkeriana e Cattleya nobilior, por serem plantas muito resistentes. Com os melhoramentos genéticos, têm aparecido coisas maravilhosas. Os preços ainda são muito salgados, mas ainda assim sou apaixonada.
Gosto muito também das Cattleya lueddemanianaCattleya percivaliana, além da Laelia purpurata.
Uma orquídea que eu ainda não tenho, mas um dia terei em minha coleção, é a Cattleya walkeriana tipo ‘Feiticeira’. É uma planta nativa, descoberta por um mateiro, nos anos 1960. Exibia a perfeição original que só a natureza conseguia lapidar. Ela se destaca por sua beleza e pela dificuldade de reprodução. Modernas técnicas de reprodução vegetativa não conseguiram violar integralmente esse código secreto para multiplicá-la de forma serial.
O.A. Além da generosidade em nos contar sobre seu cultivo, a Dê ainda deixou seu e-mail para contato (de_edzilda@hotmail.com) e seu blog, ÓrkhisDê, onde vocês poderão apreciar outras jóias da sua coleção.Link

A beleza das Orquídeas Dendrobium

Dendrobium … Importante gênero de orquídeas do sudeste asiático formado por grande número de espécies vistosas, geralmente de fácil cultivo. Sejam suas espécies naturais ou híbridos produzidos pelo homem, estão entre as orquídeas mais difundidas e comuns em cultura.

A maioria das espécies cultivadas é oriunda da Índia, Sudeste Asiático, Austrália e Nova Guiné. Encontram-se espalhadas, naturalmente, desde a Índia até a Nova Zelândia e produz altos pseudobulbos roliços que lembram a cana-de-açúcar, com folhas por toda sua extensão, e florescem em cores variadas.

As flores agrupam-se em talos curtos ao longo dos pseudobulbos por toda a primavera até o verão, dependendo da região geográfica onde se encontrar. Há mais de mil espécies de Dendrobia, todas epífitas (razão de seu nome) embora, ocasionalmente, possam ser encontradas sobre rochas ou no solo.
Elas têm largas pétalas e sépalas, com o labelo geralmente apresentando um tom diferente, geralmente mais escuro, o que dá origem ao nome popular de “olhos de boneca”.

Há espécies de climas quentes e moderados, florescendo até mesmo no inverno em algumas regiões. Podem ser amarradas em troncos de superfície irregular, onde podem se desenvolver até formar floradas imensas, com centenas de flores, quando bem tratadas.

Em vasos, devem ser cultivadas em estufa com boa luminosidade; no inverno, só aguar se os pseudobulbos murcharem e recomeçar a regar depois que se formarem os botões de flor. — A beleza das Orquídeas Dendrobium (30 fotos) Link