Arte e Botânica: Livro do príncipe Charles de Plantas

Por Anna Laurent

FOTO POR: Hewit & Sons
Seja para celebrar essas plantas Napoleão trouxe para casa do Egito, ou aqueles coletados por botânicos eminentes do século XVIII, um florilégio raramente tem sido um esforço casual. Os livros ilustrados de plantas eram populares no século XVII, hoje, os volumes permanecem documentos importantes de arte, ciência e história. Josephine Bonaparte encomendou um florigelium para seu jardim em Malmaison, cheio de flores raras adquiridas ao redor do mundo. Sir Joseph Banks teve uma catalogar as plantas coletadas na viagem do Capitão Cook ao redor do globo.
Os volumes foram pródiga produções, famosa caros e geralmente financiado pela generosidade de um rico proprietário de propriedade ou benfeitor. Um catálogo de uma viagem científica ou um único jardins, o florilégio era um livro de descoberta impressionante e bela vaidade. Hoje, no entanto, uma orquídea exótica não é tão difícil de encontrar como era na época das expedições naturalistas, ea demanda por florilegia tem, compreensivelmente, dissipada. E quem poderia dar ao luxo de produzir tal um livro? Um príncipe , é claro. Sua Alteza Real, o príncipe Charles de Gales, recentemente promovido a Florilegium Highgrove (Addison Publishing, 2009), um dos livros mais caros dos tempos modernos.
O Florigelium Highgrove é uma produção distintamente britânico. As plantas são, é claro, cultivadas com sucesso em solo britânico, e incluem as espécies nativas. E o livro em si é uma obra de talento local. Cada um do livro muitos artesãos, a partir da pasta para a impressora para a impressora, são baseados na Grã-Bretanha, e de todos os royalties das vendas do conjunto de livros vai para a Fundação do Príncipe Charities para apoiar suas atividades.
Highgrove Florilegium
Príncipe Charles de Gales e The Florigelium Highgrove. Crédito da foto: Hewit & Sons.
Highgrove Florilegium
Museu Garden 2009 exposição de Londres representou todos os artistas que contribuem para o projeto Florilegium Highgrove, apresentando 72 pinturas e ambos os volumes I e II do Florilegium Highgrove. Crédito da foto: Jardim do Museu.
Highgrove Florilegium
Crocosmia x crocosmiiflora ‘Emily McKenzie “, ilustrado por Elaine Searle; Iridaceae Alyogyne huegelii, ilustrado por Jenny Jowett (LR). Link
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Água da VIDA

Por Roberto Araújo


Saber,ninguém sabe direito.Porém,muitos cientistas estão convencidos de que a água que abençoa nosso planeta veio dos cometas.Isso mesmo,quando a Terra estava se formando-e as coisas eram muito mais confusas do que são atualmente-,vários cometas se espatifaram por aqui.O rabo de cometa é feito de poeira e gelo,e graças a essa interferência cósmica a vida surgiu no nosso planetinha azul.
Quando ouço o barulhinho de uma fonte ou vejo carpas nadando tranquilamente por um laguinho,penso o muito que falta para a gente entender como a vida funciona.Lia o livro Esperança Contra o Câncer,do dr.Walter Weber,no qual o autor cita o caso de um paciente terminal que,cansado de tanto tratamento,vai para o campo e começa a se dedicar à jardinagem.
Tenho até medo de relatar que o paciente se curou.Longe de mim dizer que cuidar de plantas ou cultivar legumes possa curar uma simples unha encravada.Mas é do conhecimento da medicina que a atitude do paciente faz toda a diferença para o tratamento.E isso faz muito sentido.
Praticar a jardinagem,ensina o dr.Weber,é uma atividade sensitiva.A gente está cuidando da vida,multiplicando,vendo uma semente se abrir e revelar aos poucos a majestosa árvore que mora na sua essência.Um Um bom exemplo pode ser o cultivo de uma simples cenoura.Essa raiz é uma grande fonte de fibra dietética,antioxidante,tem minerais e betacaroteno,melhora a visão,a pele,as mucosas e é repleto de vitamina A.Fora outros benefícios que a gente nem imagina.
Agora,se a cenoura altera a gente,o reverso também é verdadeiro.Ela aparecia nas cores púrpura,branca e amarela.Só se tornou laranja porque alguns holandeses modificaram a planta para homenagear Guilherme I de Orange(orange,laranja,é a cor da monarquia holandesa)durante a guerra holandesa de independência da Espanha,no século16.Pois é,uma simples cenoura também pode revelar muito da cultura humana.
A vida é paciente,não tem ´pressa.As carpas nadam tranquilamente na água que já viajou pelo espaço;a sua volta,as plantas crescem com suas raízes entranhadas no planeta;e a gente se torna muito mais saudável se der um pouco de atenção à magia da vida que está por toda parte.Basta praticar jardinagem e ter atitude,não é dr.Weber?

Plantas Raras do Brasil

PLANTAS RARAS DO BRASIL
 É um projeto desenvolvido pela Universidade Estadual de Feira de Santana e a ONG ambientalista Conservação Internacional com objetivo combinar esforços de pesquisadores e instituições para identificar e mapear todas as espécies raras de plantas do Brasil e também as áreas mais importantes para a conservação dessas espécies. A primeira etapa do projeto foi concluída com a publicação do livro “Plantas Raras do Brasil”. As informações do livro estão organizadas aqui para que elas possam ser utilizadas por todos os setores da sociedade brasileira nos seus esforços para garantir a conservação da extraordinária biodiversidade existente no país. 
 Em 496 páginas, o livro traz um catálogo completo com informações sobre as famílias (são ao todo 108, dentre as 177 analisadas) e suas espécies detalhando dados e distribuição de cada uma, além de um acervo fotográfico com 113 imagens e um capítulo especial, sobre as áreas-chave para a biodiversidade (ACBs), organizadas por região geográfica. O professor Alessandro Rapini, lembra que o que mais preocupa os cientistas no momento são espécies raras que ainda não foram detectadas. “Correm o risco de desaparecer antes mesmo de serem descritas“, afirma.  Os organizadores da publicação estimam que o Brasil detenha 15% de toda a flora mundial.

As espécies raras não estão distribuídas de forma homogênea. Os Estados campeões em número de espécies raras são Minas Gerais, com 550, e Bahia, com 484, afirmam os pesquisadores.
paepalanthus_globulifer, encontrada na Serra do Cipó em MG, floresce o ano todo
Paepalanthus Globulifer, encontrada na Serra do Cipó em MG, floresce o ano todo.
barbacenia-fanniae, tem flores rosa e pode ser encontrada no Rio de Janeiro
Barbacenia Fanniae, tem flores cor-de-rosa e pode ser encontrada no estado do Rio de Janeiro.
calliandra-hygrophila,encontrada em campos rupestres da Serra do Sincorá, na Bahia.
Calliandra-Hygrophila, encontrada em campos rupestres da Serra do Sincorá, na Bahia
holocheilus-monocephalus, campos umidos do extremo sul do Brasil, 60 cm
Holocheilus-monocephalus, nativa dos campos úmidos do extremo sul do Brasil, chega a altura de 60 cm.

Ameaças e desafios – As ameaças à flora brasileira são muitas e ocorrem nas diferentes regiões brasileiras. Vão desde o uso não sustentado de seus componentes, até a retirada total da vegetação para dar lugar à expansão da agricultura mecanizada, de pastagens e de áreas urbanas, passando pela construção de estradas e pressão imobiliária, dentre outros. Ana Maria Giulietti, co-organizadora do livro, chama a atenção para o dilema desenvolvimento x conservação, especialmente crítico no atual contexto do planeta, com a iminência do aquecimento global. “O Brasil, pela riqueza de sua flora e pelo forte contraste cultural entre os habitantes ao longo do território, precisa utilizar estratégias de desenvolvimento que contemplem a melhoria da qualidade de vida de seu povo, com a conservação da nossa biodiversidade. Assim, informações científicas e bem embasadas como as desse livro, certamente ajudarão para a proposição de providências concretas por parte do poder público para evitar a extinção das espécies de plantas no Brasil e conservar o patrimônio natural brasileiro, promovendo o uso sustentável dos recursos naturais”, enfatiza.  — (Ambiente Brasil) 

Livro semente

Os Regadores  de Livros
                                                                                               Juliana Dalla e Valéria Paes
                                                                                               Editora 8Inverso
Maitê não tinha a mínima ideia de como se divertir com palavras caraminholadas em folhas de papel.
Na livraria, rodeado por uma pilha assim de livros , o velho livreiro disse a Maitê:
– Regue, menina! Regue sempre!
Num vapt-vupt, o velho livreiro mostrou que aquilo não era lelequice não.
Os livros são sementes que precisam ser regadas com nossa imaginação.
E quer saber mais?
Um único livro-semente pode se transformar em livros-plantas diferentes.
Afinal, nenhum regador rega igual.
Na biblioteca, na escola, nas montanhas e até mesmo no espaço!
Então Maitê abriu seu livro e começou a ler, quero dizer, a regar.
Maitê viu carruagens com asas, gigantes mirins, chocolates gostosos que nem aroma de jasmim!
Depois de regar seu primeiro livro. Maitê tratou de regar outros livros-sementes. E você nem imagina as coisas que brotaram deles…
Coisas invisíveis e coisas bem visíveis.
Coisas cheirosas e coisas fedorentas.
E a história de Maitê, o que brotou para você?

Livro

A jardinagem no primeiro século de independência brasileira é o tema deste livro, que apresenta a gênese do paisagismo parisiense e sua influência no Brasil. Os avanços da botânica, na horticultura, a intensificação do cultivo, migração e comércio de plantas ornamentais, a adaptação das exóticas e a valorização de nativas se consubstanciaram então em nossos hortos. Além de importante documento histórico, o livro contribui para reinterpretarmos o espaço urbano e sua influência no cotidiano dos cidadãos.editorasenacsp.com.br/

BELLE ÉPOQUE DOS JARDINS
Guilherme Mazza Dourado