Quais os cuidados necessários para ter um jardim bonito?

Quem tem um belo jardim e quer que ele continue assim neste verão e, quem sabe, também no inverno, deve ter alguns cuidados. Para falar sobre como manter seu jardim bonito, vistoso e livre das pragas conversamos com a paisagista e design de interiores, Vivian Perazzio, sócia da Bem Verde Horta e Jardim e a paisagista Ameres Lamotte , formada pelo IBRAP (Instituto Brasileiro de Paisagismo).
“A manutenção malfeita ou por pessoa que não tem qualificação pode arrasar um jardim. Não se deve descuidar das podas, controle de pragas e adubação”, informa a paisagista Vivian Perazzio. Mas isso não é suficiente para suprir as necessidades que as plantas tem. Segundo a paisagista Ameres Lamotte “para que as plantas fiquem saudáveis e, consequentemente, vistosas temos que ficar atentos às regas periódicas, aos nutrientes que determinadas plantas precisam para se desenvolverem e observar se a iluminação está adequada, assim como a temperatura que a planta sofre ao ficar exposta, ou não, ao sol”.
Na manutenção periódica do jardim é necessário realizar podas, retirada de ervas daninhas e a fazer a remoção de folhas secas e flores que já desabrocharam e murcharam. Outro fator importante é quanto aos nutrientes, conforme explica a paisagista Ameres Lamotte: “A reposição dos nutrientes das plantas se dá através dos diversos adubos disponíveis no mercado, alguns deles são: húmus, farinha de ossos, torta de mamona, compostos químicos e substratos”.
Essa reposição e adubação tem dia e hora marcada, segundo Lamotte, para que as plantas tenham uma bela floração. E ela explica que deve-se iniciar os cuidados antes da primavera: “no começo da estação que se dá a primeira adubação de reposição e a segunda deve ocorrer no último mês do verão, início de março. Esta última se faz presente para suprir as energias gastas com as brotações e para garantir a reserva de energia para a estação do outono e perdurar até o inverno, quando o metabolismo da planta fica mais lento com a sua dormência neste período”.
Os produtos necessários para a adubação e manutenção das plantas são facilmente encontrados em lojas especializadas. De acordo com a Ameres Lamotte, o modo de usar e as proporções são encontradas no rótulo do produto. “O fabricante explica como utilizá-lo, mencionando as quantidades necessárias. É conveniente seguir corretamente as indicações para que não haja prejuízo das plantas por excesso ou falta do produto”, esclarece.
Segundo Lamotte a troca de vasos também é importante, pois “caso a raiz se enovele ou devido à falta de espaço, é necessário trocar a terra e até mesmo de vaso, para o seu desenvolvimento pleno”. E complementa: “este cuidado é necessário, pois temos que oferecer às plantas tudo o que a natureza se incumbiria de fornecer espontaneamente: água, alimento, abrigo e proteção. O ambiente das ‘novas’ plantas ornamentais adquiridas deve ser o máximo parecido com o seu habitat natural”.
Como evitar pragas e bichos no jardim
Mas nem tudo são flores, pois junto com um belo jardim podemos encontrar as indesejáveis pragas e bichos. Certas pragas podem destruir um jardim inteiro, além de infestar a casa. Um dica da paisagista Ameres Lamotte é ficar atenta às mudas que está adquirindo para não trazer algo indesejável logo de cara, como pragas e doenças. “Analise a muda que for comprar, pois certas doenças podem ser vistas pelo aspecto geral da planta (folhas amareladas, ferrugem, folhas furadas, ramos sem brotos, etc.)”.
Segundo Vivian Perazzio é importante distinguir entre os insetos e as pragas. “Os insetos fazem parte do ecossistema, muitos perdem o controle pela falta dos predadores naturais como sapos, lagartixas, joaninhas. Não confundir pragas com insetos e pequenos animaizinhos que são necessários”.
A sabedoria da natureza se encarrega de proteger as plantas através do equilíbrio ecológico e quando utilizamos pesticidas de forma indiscriminadas podemos eliminar insetos que se alimentam de outros insetos e que são inimigos naturais das “pragas” e, assim, rompendo o equilíbrio natural. “A vinda de insetos, aranhas, formigas, lesmas, cupins, lagartas, pulgões e cochonilhas ocorre pela procura deles por alimento nas plantas. Deve-se observar diariamente o jardim para que se consiga identificar de início a vinda destas pragas e tomar as providências necessárias, antes de uma infestação”, sugere Ameres Lamotte.
Além disso ela explica que os insetos e as pragas não são os únicos inimigos de um jardim bonito. “Existem doenças fúngicas, bacterioses e viroses que chegam pelo ar ou por excesso de água, alterações de temperatura, umidade. Enfim, há vários aspectos que podemos observar e tentar minimizar para contribuir para a saúde das plantas”.
Controle de pragas
Para a paisagista Vivian Perazzio “existem receitas eficazes que pode ser encontrado na internet para controle de pragas. Pragas são: fungos, lagartas, caracóis, cochonilhas, mosca minadora cochonilha de carapaça, entre outros”. Mas em casos extremos de infestações de pragas ou doenças.

Sobre isso Ameres Lamotte alerta: “Dependendo da gravidade da infestação, se faz necessária a interferência de um profissional da área, um agrônomo, por exemplo. Até porque este terá que emitir um receituário para a compra do produto e deverá ministrar a sua aplicação. Há necessidade de equipamentos de segurança para as aplicações e verificação da proteção da família e animais de estimação no local”. Segundo a paisagista existem plantas que repelem insetos e possuem substâncias que podem ser utilizadas no controle de pragas e doenças. São elas:

– Gerânio: afasta insetos em geral e pulgões;
– Hortelã: evita formigas;
– Gergelim: combate à formiga saúva;
– Capuchinhas: combate pulgões;
– Pinhão do Paraguai: repele insetos, e tem ação bactericida e fungicida;
– Ervas como manjerona, tomilho e camomila são repelentes para lagartas.

Existem ainda, macerados de plantas e caldas que ajudam também:
– Macerado de alho/urtiga: contra pulgões;
– Extrato de cebola e cebolinha: doenças fúngicas:
– Suco de cebola com hortelã: contra podridão das folhas ou ferrugem.
As paisagistas passaram algumas receitas caseiras que também podem ajudar a combater as pragas:

Calda de fumo
Ingredientes:
– 100 gramas de fumo-de-corda;
– 1/2 litro de álcool;
– 1/2 litro de água;
– 100 gramas de sabão em pedra neutro.

Preparo:
Misture o fumo cortado em pedacinhos com o álcool. Acrescente a água e deixe a mistura curtir por aproximadamente 15 dias. Após este período, corte o sabão em pedaços pequenos e dissolva-o em 10 litros de água. Misture o sabão à calda de fumo curtida. Em áreas com ataques muito intensos, pulverize a mistura diretamente sobre as plantas. Caso a infestação ainda seja pequena, dilua o preparo em até 20 litros de água limpa antes da pulverização. As aplicações devem ser feitas em períodos de sol ameno. Uma dose tende a resolver o problema, caso os bichinhos não desapareçam, porém, vale borrifar as plantas atacadas uma vez por semana, até que a infestação acabe.
Chá de Sabão
Ingredientes:
– 2 colheres de sabão de coco em pedra
– 1 litro de água
Preparo:
Raspe o sabão de coco e dissolva na água. Pulverize sobre toda a planta a intervalos de 3 ou 4 dias até que a praga seja controlada (geralmente, são necessárias 3 ou 4 aplicações).
“Para uma maior eficiência dos produtos, faça uma quantidade que possa ser utilizada de uma vez só, em 24 horas no máximo. Pulverize nas primeiras ou últimas horas do dia, em dias claros, sem vento e dirigida ao local onde estão as pragas”, finaliza Ameres Lamotte.Link
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Magia da Disney e as flores!!!!

“E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…

Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de”amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.” Walt Disney

Jardins da Atlântida

Onze mil e seiscentos anos, atrás existia uma ilha verdejante, no Oceano Atlântico, situada bem próxima do Estreito de Gibraltar.
Lá, onde era extraído o oricalco, um metal que brilhava como o fogo e mais valioso que o ouro, existiam jardins belíssimos, na planície urbana entre as altas montanhas. O filósofo Critias, tio do também filósofo Platão, contava que as florestas possuíam essências numerosas, graças ao clima suave e a presença de rios e de lagos. O lugar era magnífico pelas paisagens extraordinárias, possibilitando que gigantescas e frondosas árvores fornecessem sombra a um povo extremamente evoluído, se comparado aos habitantes da primitiva Jericó, em pleno período Neolítico. Falamos de uma cultura, inclusive anterior a mesopotâmica e a que surge no sul da Anatólia. Os atlantes construíram palácios e templos folhados a ouro e decorados com marfim e prata. Seus artistas e sábios desfrutaram de uma cidade com uma infra-estrutura invejável, com estradas e pontes soberbas e estádios e ginásios confortáveis. Seu traçado era circular, com o templo de Poseidon no centro, rodeado pelo bosque sagrado que, graças à fertilidade do solo, permitia o cultivo de plantas insólitas e absolutamente infrequentes em qualquer outro lugar do planeta.
Eram vegetarianos, por esse motivo cultivavam vegetais, grãos e árvores frutíferas, que lhes forneciam alimentos nutritivos de toda espécie. Não apenas limões, romãs e oliveiras, como registram os historiadores antigos, mas também, muitas outras que desapareceram depois de sofrerem guerras, erupções vulcânicas e movimentos tectônicos que, acompanhados por violentos tremores de terra, em uma única noite, afundaram essa ilha para sempre. Apenas restaram os picos das altas montanhas que originaram as Ilhas dos Açores.
Madame Blavatsky (1831 – 1891) na sua Doutrina Secreta (título original: The Secret Doctrine, The Synthesis of science, Religion and Philosophy) faz um relato minucioso deste povo lendário e o almirante otomano Piri Reis inclui a ilha em seu Livro da Marinha, escrito em 1513.
Alguns habitantes, por estarem viajando, se salvaram e fugiram possivelmente para o Egito. Lá, colocaram em prática seus conhecimentos de engenharia, edificando pirâmides, canalizando o rio Nilo e construindo jardins faraônicos.
Bibliografia
FURTADO-BRUM, Ângela. Açores, Lendas e Outras Histórias (2a. ed).. Ponta Delgada: Ribeiro & Caravana Editores, 1999. ISBN 972-97803-3-1 p. 19.Link