Quando o jardim se une à piscina

POR MARION FRANK
Em diferentes regiões do país, na cidade, na praia ou na serra, paisagistas renomados concebem jardins com piscina que reforçam nossa identidade tropical e incorporam outras referências. Em comum, a ideia do lazer absoluto junto à natureza. Nesta matéria selecionamos oito ambientes externos de tirar o fôlego, para inspirar nossos leitores a investir também no ócio bem projetado. Conheça os nossos bons paisagistas e os pequenos paraísos que eles são capazes de criar!

  (Foto: divulgação)
Com aura de hotel, por Daniel Nunes
A piscina, de 20 x 40 m, estava degradada. Coube ao paisagista Daniel Nunes pensar a reforma da área de lazer da fazenda de café próxima a Campinas, SP. “A ideia foi fazer a releitura de uma piscina de hotel, oferecendo a mesma gama de serviços e com os apoios à altura da sua escala”, sintetiza. Para combinar coma piscina enorme, o jardim estético, funcional. De um lado, gazebos em forma de cubo (estrutura de metal revestida de pele de cumaru) e chaises, e, de outro, canteiros trabalhados com topiaria. Há também um diálogo entre chaises, gazebos e bancos de cimento, amarelos, de desenho orgânico. “Uma homenagem às formas modernistas de arquitetura”, revela. Daniel preservou o quanto pôde as palmeiras nativas, acrescentando espécies como viburno, azaleia, íris, murta e pata-de-elefante. “Todas a uma distância considerável da piscina para não interferir na visão ampla da obra”, ressalvou.
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  (Foto: divulgação)
Versão praiana de paraíso, por Alex Hanazaki
É um jardim trabalhado há anos pelo paisagista Alex Hanazaki, hoje em meio à terceira reforma na casa de Ilhabela, no litoral paulista. “A aposta foi o tropicalismo, organizado com dedo oriental”, diz Alex. Entre as espécies, destaque para os pândanos, que servem de escultura na área de lazer, delimitando níveis – das piscinas e do deque de estar, com chaises para contemplar a paisagem. Alex projetou as piscinas de modo a aproveitar o declive do terreno – o spa está instalado acima do espelho-d’água, seguido pela piscina de 1,40 m de profundidade, todos revestidos de pastilha verde da atlas. Em outro patamar do jardim, próximo às pedras e ao mar, o deque com mesas parece servir de palco à ikebana natural, o chapéu-de-sol. “Deixei que o desnível de 8 m fosse camuflado pela natureza”, conta Hanazaki, que usou bromélias, costela-de-adão e palmeiras como “enfeite”.
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  (Foto: Renato Elkis)
Europeu com viço tropical, por Gilberto Elkis
A casa de linhas portuguesas, na Chácara Flora, em São Paulo, necessitava de reparos – a piscina, elíptica, não contentava o cliente. Para dar conta do trabalho, entraram em cena o arquiteto Ugo di Pace e o paisagista Gilberto Elkis. A piscina se tornou retangular e revestida de cerâmica azul, por escolha de Ugo. Quanto à vegetação, já existiam árvores de todas as idades no terreno, caso das palmeiras de 10 m de altura e das espécies de um bosque, nos fundos. Elkis adaptou a exuberância tropical ao estilo inglês de paisagismo. Buxos trabalhados com topiaria embelezam as margens da piscina, enquanto a borda molhada, nas laterais, ganha canteiros de guaimbê. Lavandas florescem em vasos de barro e orquídeas, nos troncos das palmeiras. As chaises de ferro, com almofadas azuis, são também sugestão do paisagista.
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  (Foto: Fáustulo Machado)
Recriar o rio e a mata, por Rodrigo Oliveira
O paisagista Rodrigo Oliveira está habituado a encarar os pedidos de Isay Weinfeld. Desta vez, ele quis que fosse criada uma “mata” ao lado do espelho-d’água, que deveria remeter a um leito de rio. Nesta casa do Morumbi, em São Paulo, Oliveira concebeu um jardim “que dá a impressão de não ter sido imposto pela mão do homem”. Monocromático, com o charme das folhas de desenhos e texturas diferentes, tem parede formada de palmeira, manacá-da-serra, cássia-javanesa e quaresmeira, entre outras. “As plantas crescem e criam sombra sobre a piscina, intensificando o clima de mata”, diz. Revestida de pastilhas da Vidrotil, a piscina conta com deque e ofurô. Margeada por grama-esmeralda, apresenta um caminho de pedra caverna, referência ao conceito de “rio”. Em todo o terreno em declive, repetem-se as espécies tropicais, afora o bambuzal de 12 m de altura.
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  (Foto: André Sá Gomes)
No tom da Bahia, por Alex Sá Gomes
É um prazer para o baiano Alex Sá Gomes fazer parceria com o conterrâneo David Bastos. “A arquitetura dele valoriza o trabalho do paisagista”, diz. Esta casa em Trancoso, BA, retrata esse entrosamento: arquitetura e paisagismo conversam segundo o “estilo tropical da Bahia, que aproveita as espécies nativas, como a palmeira-jerivá e a helicônia, e emprega a paisagem do entorno, caso da aroeira”. Neste projeto, grandes extensões do terreno (são 2 mil m² de jardins) mantêm-se limpas. A piscina, que Bastos desenhou de forma retangular, ganhou deque de cumaru e área de hidromassagem e sugeriu ambientações a Sá Gomes. É o caso da área destinada ao chuveiro, com cicas em vasos de terracota – em Trancoso, há muito sol e chuva para a saúde do jardim.
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  (Foto: divulgação)
Sobre a metrópole, por Luiz Carlos Orsini
O trabalho paisagístico, na cobertura de 300 m² da Vila Nova Conceição, em São Paulo, ficou pronto no final de 2012. “Existia um jardim ‘vencido’, daí ter sido deitado abaixo”, conta o paisagista Luiz Carlos Orsini. O desejo do proprietário era ter uma área verde com apelo tropical. “Com folhagem, capaz de preservar a intimidade”, detalha. Em acordo como arquiteto Roberto Migotto (que assina a renovação interna e externa do imóvel, caso do projeto da piscina com spa), o paisagista criou a parede verde de 70 m² na lateral da piscina, com liríopes, trepadeira falsa-vinha e aspargos. Instalou ainda, em um canto dela, o espelho escuro que reflete o skyline. Dracenas arbóreas “camuflam” os prédios próximos, enquanto filodendros-xanadu margeiam a parede verde, contraponto ao preto do deque. Espaço surpreendente, no 20º andar.
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  (Foto: Henrique Magro)
Moldura para o verde da serra, por Daniela Infante
O casal com filhos queria um generoso gramado em torno da piscina e um jardim contemporâneo nesta casa em Itaipava, na Serra dos Órgãos, RJ. “Dei preferência ao verde em lugar da cor, com espécies de fácil manutenção ao longo do ano”, salienta Daniela Infante, responsável pelo projeto paisagístico. Casa e piscina (revestida de pastilhas da Vidrotil e rodeada de placas de granito) são obras de Miguel Pinto Guimarães, arquiteto que explorou o terreno íngreme, implantando nos fundos a área de múltiplas funções a quase mil metros de altura. “Só a piscina está em uma laje 12 m acima do nível da terra, o que dá a sensação de proximidade das copas das árvores”, diz Daniela. A paisagista soube fazer da vegetação serrana a principal estrela ao acrescentar estrelítzias e dianelas, afora o pândano central.
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  (Foto: divulgação)
Entre o descanso e o movimento, por Marcelo Belloto
Há um quê de onírico neste jardim em Camburi, litoral norte paulista, acentuado pelo cortinado de voile que adorna as áreas de descanso sobre tablados, duas voltadas para a praia e uma no espaço da piscina. Tudo o que aqui se destaca é criação de Marcelo Bellotto, que se entende um “arquiteto de exteriores capaz de determinar o layout da piscina, as áreas de circulação e lazer, os jardins etc.”, como se descreve. Deste endereço, pertencente a um hotel, ele reconstruiu a paisagem nativa no terreno de ligeiro declive com coqueiros, helicônias, jasmim-manga e chapéus-de-sol, a caminho da praia. Criou opções de bem-estar, propondo ora relaxamento, com os tais bangalôs, ora movimento, por meio de piscinas de diferentes profundidades. Desenvolveu, ainda, materiais de textura e coloração adequadas ao projeto, caso do piso de concreto que recorta a grama-esmeralda.
*Matéria publicada em Casa Vogue #328

Como conservar móveis de madeira que ficam ao ar livre

Envolver os móveis com plástico protetor e aplicar óleo para madeira são formas de conservação

Por Ana Carolina Gabriel

como conservar moveis de madeira que ficam ao ar livre Como conservar móveis de madeira que ficam ao ar livre
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Foto: Thinkstock
Ambiente elegante e muito confortável. É assim quem tem objetos e móveis de madeira descreve sua casa. Com acabamento perfeito, as peças garantem estilo e proporcionam um certo aconchego para quem visita o ambiente.
Mas é preciso ter certos cuidados com os móveis que ficam do lado de fora da casa. Por estarem expostos ao sol, chuva e até aos insetos que roem as madeiras, eles podem danificar e em casos extremos, você corre o risco de perder a peça inteira.


Proteja seus móveis com capas de plástico ou outros materiais que são facilmente encontrados em lojas e supermercados. “Eu tenho uma mesa de madeira que fica na varanda da minha casa. Para proteger da chuva, cobrimos com um plástico bem reforçado e que seja impermeável”, comenta a dona de casa, Sueli Aparecida.
Cuidados que você tem que ter

Limpe o mobiliário, pelo menos, a cada 15 dias. Existem produtos específicos de limpeza para madeira. Além deles oferecerem um brilho extra, eles conservam e protegem o mobiliário por mais tempo. “Com uma flanela ou com um pano bem macio, passo o produto com cuidado em cima e embaixo de cada cadeira e mesa. Eles protegem e ainda deixam um cheirinho gostoso e de limpeza pela casa toda”, diz a dona de casa.
Não deixe o móvel molhar. Assim como as janelas e portas, os móveis de madeira podem ressecar, prejudicando a sua longevidade. “Em hipótese alguma o móvel deve ficar molhado. Caso respingue água, é importante passar um paninho seco para que a madeira não resseque ou fique feia”, alerta Sueli.
Aplique o óleo para madeira, com cuidado, pelo menos, uma vez por mês, afinal, ele hidrata e protege o material. “Esses óleos para madeira não são tão caros e podem ser encontrados em supermercados ou lojas especializadas”, indica a dona de casa.
Fique atento aos móveis. Assim como as janelas e as portas, faça uma avaliação anualmente se os pregos estão bem presos. “É preciso saber conservar sempre que possível. Observar se as madeiras estão bem intactas, se os pregos não estão enferrujados ou se a madeira está com farpinha”, diz Sueli.
Siga as instruções do fabricante para que sua peça fique bonita e conservada por mais tempo. “O móvel deve vir com instruções de cuidado. Se a pessoa seguir rigorosamente as dicas que são sugeridas, o móvel ficará bonito por muito mais tempo e em bom estado de conservação”, recomenda a dona de casa.
Evite dispor seu móvel em gramas, afinal, podem conter insetos que facilmente prejudicarão o seu mobiliário. “O ideal é dispor o móvel em ambientes sem terra ou barro e que tenha um piso bem limpinho. Em casas de sítios ou fazendas, a atenção deve ser redobrada para que nenhum inseto prejudique o material”, finaliza a dona de casa.

Cata-vento

(Dica da Ayda)

 Eles giram ao sabor do vento e encantam a criançada há milhares de anos. E o melhor
é que esses pequenos cata-ventos são muito fáceis de fazer. Saiba como.

Você vai precisar de
* Papel colorido quadrado com 20 cm x 20 cm para o cata-vento. Papel de outra cor com o formato de uma flor de 3 cm
* Alfinete com cabeça colorida
* Canudo
* Borracha macia
* Tesoura comum

Para fazer:

(1) Dobre a folha de modo a formar um triângulo. Dobre novamente, para o papel ficar marcado por
linhas diagonais.
(2) Recorte nas marcações, poupando 1 cm do miolo do papel. Una as pontas do recorte no centro.


(3) Finque o alfinete na florzinha de papel, depois no centro do cata-vento.
(4) Espete o alfinete no canudo e, usando a borracha como apoio, dobre a ponta do alfinete para evitar acidentes. O cata-vento está pronto.


Use esse molde para recortar a florzinha do miolo

Um pomar em vasos

Mesmo morando em um apartamento, é possível cultivar frutíferas

Jabuticabeira
Até 2050, a porcentagem da população brasileira que vive em centros urbanos deve pular para 93,6%%. Isto quer dizer que cada vez mais devemos encontrar formas de aproximar a natureza de nossas vidas. Estamos longe da década de 1940, onde apenas 30% das pessoas moravam em grandes cidades, por isso o plantio de árvores frutíferas em vasos é uma tendência certa.
O cultivo delas não está mais limitado aos pomares, é perfeitamente possível ter algumas em vasos. O importante é seguir alguns preceitos essenciais para desfrutar de frutas como romã, araçá, acerola, pitanga, e até cítricas, como laranja, bergamota, kinkan e limão.

Mexerica
Com apenas 20 litros de terra já é possível ter alguma arvorezinha crescendo em um vaso. Logicamente o espaço destinado para o crescimento das raízes é um fator fundamental para o desenvolvimento da planta. Além do mais, a quantidade de horas de sol e a fertilização feita com maior intensidade que quando são cultivadas na terra são fundamentais para se ter bons resultados. Se pretendermos uma boa “safra”, seis horas de sol diárias, uma adubação completa com nitrogênio, fósforo, potássio e micronutrientes e regas três vezes por semana, dependendo do clima, são itens básicos.

Pitanga
Em uma varanda, no pátio ou até em uma sacada de apartamento, gastando a partir de R$ 40,00, com um vaso de barro, substrato e a muda, pode-se começar com uma coleção de frutíferas que, com o tempo, transformará em um pomar esse cantinho tão árido que vemos hoje.

Cabeludinha
Também é importante levar em conta o clima da cidade onde moramos. Regiões muito quentes não são apropriadas para espécies de clima temperado, e o contrário do mesmo modo é valido: árvores frutíferas da região amazônica como bacuri ou cupuaçu não se adaptam às temperaturas sulinas.
A seguir uma pequena lista de árvores que podem ser cultivadas em vasos por região:
REGIÃO NORTE
NOME BOTÂNICO
NOME POPULAR
Garcinia brasiliensis bacupari
Eugenia stipitata araçá-boi
Spondias purpurea Seriguela
Malpiguia emarginata acerola
Averrhoa carambola carambola
 REGIÃO NORDESTE
NOME BOTÂNICO
NOME POPULAR
Anacardium microcarpum caju-miniatura
Spondias tuberosa imbu
Annona coriacea araticum-liso
Byrsonima crassifolia murici
Eugenia candolleana ameixa-da-mata
REGIÃO CENTRO-OESTE
NOME BOTÂNICO
NOME POPULAR
Tontelea micrantha

bacupari
Campomanesia adamantium guabiroba-do-campo
Eugenia pitanga pitanga-do-cerrado
Myrciaria tenella camboim
Psidium cattleianum araçá-comum
REGIÃO SUDESTE
NOME BOTÂNICO
NOME POPULAR
Campomanesia phaea cambuci
Eugenia brasiliensis grumixama
Eugenia florida guamirim
Myrciaria glazioviana cabeludinha
Myrciaria grandifolia jabuticaba-graúda
 REGIÃO SUL
NOME BOTÂNICO
NOME POPULAR
Diospyros inconstans marmelinho
Acca selloviana goiaba-serrana
Eugenia pyriformis uvaia
Punica granatum romã
Ficus carica figo
 (jardim das ideias)