Receitas caseiras contra as pragas mais comuns

Cochonilha
Como é? Marrom e cascudinha ou branca e peluda como um algodão.
Onde fica? Nos brotos ou na “palhinha” das plantas.
Como descubro? Deixa manchas amareladas nas folhas.
O que faço para me livrar dela? Passe algodão umedecido em óleo de cozinha ou óleo de Neem. Se a área afetada for grande, borrife água com algumas gotas de detergente neutro. Se a planta tiver folhas grandes e duras, esfregue-as delicadamente com uma escovinha de dente molhada com detergente neutro e, depois, enxague bem. Lugares secos e fechados são um chamariz para esses insetos. Por isso, uma forma de evitar o aparecimento tanto da cochonilha branca quanto da de carapaça (marrom) é melhorar a ventilação ambiente, aumentando o espaçamento entre os vasos.
Pulgão
Como é?
 Parece um besourinho preto, verde ou amarelo.
Onde fica? Em brotos, botões e flores.
Como descubro? A planta enche de formiguinhas, que são atraídas pelo líquido açucarado que os pulgões excretam.
O que faço para me livrar dele? Para ataques isolados, limpe com algodão — eles são numerosos, mas morrem num espremer de dedos. Plantas que estiverem em vasos pequenos podem ser lavadas com água e algumas gotas de detergente neutro (nessa proporção, o detergente não faz mal às plantas mesmo que escorra pela terra ou substrato). Se a planta tiver folhas duras e resistentes, tente limpá-la com um jato de água forte antes de borrifá-la com Orobor N1 diluído em água (na porporção de 5 ml ou 1 colher de chá para 1 litro de água). O Orbor é um óleo extraído da casca de vários cítrus (laranja, lima, limão), encontrado em grandes casas de produtos agrícolas. Na falta dele, troque por óleo de Neem, que, apesar de cheirar a fritura velha, pelo menos é fácil de encontrar em qualquer floricultura.
Lesma e caracol
Como são?
 Nojeeeeeeentos.
Onde fica? Nos brotos e no meio do substrato.
Como descubro? Folhas, flores ou brotos aparecem comidos e com aquele inconfundível rastro brilhante.
O que faço para me livrar deles? Com luva (claaaaro), cate-os manualmente à noite, já que eles têm hábitos noturnos. Se a infestação for grande, quando começar a anoitecer, deixe perto dos vasos rodelas de chuchu e retire-as em duas ou três horas (mas prepare o estômago, porque estarão cheias de bichos viscosos…). Se não tiver chuchu, valem outros alimentos bem aquosos, como melancia, abóbora e tomate. Como medida preventiva, não deixe o vaso diretamente no chão: se não puder pendurá-lo na parede ou no teto, coloque-o sobre um suporte de ferro. Outra forma de evitar o surgimento dessas pragas é recolher folhas secas do gramado ou de canteiros próximos.
Outros insetos
Quem são? Moscas, formigas, lagartas, percevejos…
O que faço para me livrar deles? Borrife Orobor N1 ou óleo de Neem diluído em água, na proporção de 5 ml (uma colher de sopa) de óleo para 1 litro de água. É tiro e queda! Formigas só são um problema se fizerem ninho no vaso ou se forem do tipo cortadeira, que de fato destroem as folhas. Na maioria dos casos — especialmente em orquídeas — as formigas são um indicador de que há infestação de pulgões ou cochonilhas, já que são atraídas pelo líquido açucarado que eles secretam. Se não notar nenhum dos dois “criminosos” e, mesmo assim, sua planta estiver com formigas, é possível que elas tenham sido atraídas pelo açúcar que o botão produz antes de virar flor. Nesse caso, pode relaxar que elas são do bem.Link

A Joaninha

Ela é o bichinho mais querido dos jardinistas, que herdaram dos lusitanos a cantiga: “joaninha, voa, voa, que teu pai está em Lisboa”
Pois é, a Hippodamia convergens, como foi classificada pelos biólogos da área de zoologia é um auxiliar perfeito da jardinaria orgânica, sendo, em alguns casos, mais eficazes que os defensivos, como são chamados os venenos químicos que controlam pragas.

As joaninhas podem consumir cerca de cinquenta pulgões por dia. Quando faltam pulgões comem pólen e néctar e, até pétalas, ou qualquer parte tenra das plantas. As fêmeas põem mais de 300 ovos na primavera e no início do verão. Os ovos são pequenos e fusoides, geralmente colocados perto da presa, em lotes verticais, com quase trinta ovos. Assim que começam a alimentar-se, as larvas desenvolvem rapidamente alcançando, em um mês o tamanho adulto, ficando com suas cores definitivas, que podem ser vermelho ou amarelo com pontinhos pretos.

Uma forma de atraí-las é plantar: endro, gerânios, funcho, coreópsis, angélica, cosmos, tanaceto, cominho, dente-de-leão, coentro, mil-folhas e/ou cenoura. Foi comprovado que o pulgão (que pode ser preto, verde ou amarelo), quando ataca determinada espécie de planta, faz com que ela libere um sinal de alerta, emanando cheiros que atraem as joaninhas ou outros predadores. Então, esses insetos sugadores liberam seu próprio sinal de alerta e se dispersam, fugindo dos predadores.

O diretor da fazenda dos estudantes, na Universidade da Califórnia, Mark Van Horn, protege as plantações de tomate e de milho com renques de girassóis. Esta planta anual originária de América do Sul, com suas flores que alcançam um diâmetro de 30 cm, é a moradia perfeita para as joaninhas e vespas parasitas, que combatem os insetos que prejudicam a lavoura. Nos últimos 30 anos, a pesquisa sobre ecossistemas de agricultura orgânica, obteve algumas descobertas importantes, e refinou as técnicas usadas pelos produtores, que preferem alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos.

ALGUMAS CRENDICES E LENDAS POPULARES SOBRE A JOANINHA

Nunca mate uma joaninha, isto pode trazer azar e tristeza. Na Bélgica acreditam que, se uma joaninha andar pela mão de uma moça, ela irá casar logo.
Também, naquele país, dizem que os pontinhos que a joaninha tem nas costas, sinalam o número de filhos que essa jovem irá ter.
Certos médicos, no século 19, acreditavam que as joaninhas tinham o poder de curar sarampo e alguns dentistas usavam joaninhas esmagadas nas cáries, para aliviar a dor.
Na Noruega dizem que, se uma moça e um jovem olharem ao mesmo tempo para uma joaninha, haverá romance, na certa.
> Converse com elas, segundo os chineses, elas entendem a fala humana, porque foram abençoadas por Deus.
Se uma joaninha pousa na sua mão, segundo acreditavam os ingleses, na Era Vitoriana, você ganhará um par de luvas; mas, se pousar na cabeça, ganhará um novo chapéu.
Preste atenção na hora de combater pragas no seu jardim; os métodos mecânicos, como: armadilhas, catação manual, barreiras e boa drenagem, entre outros, são inofensivos, assim com a escarificação, a calagem e a adubação correta. Entretanto o controle biológico é sempre o mais natural e o menos invasivo. Por isso, cuide das joaninhas!

Árvore Neem


Árvore Neem(Azadirachta indica) é o nome de uma árvore da família Meliaceae, única no seu género botânico.
O seu nome científico faz referência à sua origem, a Índia. É uma planta que pertence à família do mogno e do cedro. São árvores de grande porte, podendo atingir até 30m de altura e 2,5m de diâmetro. Nativa de todo o subcontinente indiano e resistente a seca.
Além de fornecer madeira, é muito conhecida por suas propriedades medicinais e terapêuticas encontradas nas sementes, folhas e casca. Popularmente é bastante utilizada na agricultura, no combate a lagartas e pragas como nematoides, fungos e bactérias. Na indústria farmacêutica é utilizada na fabricação de produtos de higiene e limpeza.
 
 
 
Pesquisadores descobriram que o Neem age tanto na área de pesticidas como na área medicinal. Descobriu-se que suas sementes e folhas combatem mais de 200 espécies de insetos, pragas baratas, traças, pulgões dentre outros.
A árvore do Neem é provavelmente a única e melhor fonte de bio-pesticida existente!