Abrigo flutuante autossustentável transforma ondas do mar em energia

Batizado de “Arca de Noé”, o projeto criado por uma dupla de arquitetos da Sérvia é um centro de abrigo flutuante e sustentável para abrigar os sobreviventes de desastres naturais. Baseado na lenda bíblica, o espaço arrojado em meio ao oceano vai garantir a alimentação das pessoas por meio da agricultura em terras férteis, filtrar as chuvas para a distribuição de água potável e ainda utilizar as ondas do mar, os raios de sol e os ventos para a geração de energia limpa.
Os responsáveis pela “Arca de Noé” são Aleksandar Joksimovic e Jelena Nikolic, que apresentaram o projeto durante uma competição internacional de arquitetura. Criada para ser itinerante, a estrutura conta com anéis e torres submarinas, responsáveis pela estabilidade da Arca.

Além da moradia oferecida aos sobreviventes, o espaço também comporta áreas de convivência, escritórios, parques e praias. Protegida por um muro de, aproximadamente, 64 metros, a estrutura fica resistente aos fortes ventos e até tsunamis. Na iminência de catástrofes, um sonar é ativado para avisar os moradores a se alocarem em bolhas submarinas.
Pensando em “migrar” a vida da terra firme para o alto-mar e salvar o maior número de vidas possível depois de catástrofes, a construção conseguirá conectar-se a outras estruturas flutuantes ou navios e barcos, por meio de uma rede de cabeamentos submarinos.Segundo o InHabitat, a Arca de Noé também foi projetada para atracar em terra firme, sobretudo para realizar o resgate dos sobreviventes.

O projeto conta com torres eólicas, painéis fotovoltaicos e turbinas submarinas, que produzem eletricidade por meio das correntes oceânicas. A fim de estimular o desenvolvimento sustentável das espécies do ecossistema local, a parte inferior da arca é preenchida por uma manta de corais artificiais. Além disso, o projeto também oferece abrigo aos animais – não só aos que vivem nos oceanos, mas também aos resgatados das catástrofes.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo Link
Anúncios

Pesquisadores criam “flores” para armazenamento de energia solar

Alguma vez você já imaginou que poderia encontrar flores condutoras de energia? Saiba que uma nova tecnologia promete grandes inovações no campo da energia sustentável.
Cientistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, criaram em laboratório uma espécie de “flor” semicondutora, feita de sulfeto de germânio (GeS). São denominadas “nanoflores”.
A partir do aquecimento do pó de GeS, até a vaporização, são formadas diversas camadas, que por fim, tomam o formato de uma flor de cravo. A técnica potencializa o material ao proporcionar a absorção de energia solar e torná-la útil.
O GeS é um componente de baixo custo e não tóxico, segundo a pesquisa. E é por esse fator que se busca utilizá-lo em células solares, onde, normalmente, o que acontece é o oposto.
De acordo com o professor Linyou Cao, coautor do artigo sobre o estudo, a grande área de superfície da pétala permitirá aprimorar a capacidade de baterias e de supercapacitores.
Com informações do Ciclo Vivo Link

Dubai sustentável

Apelidado simplesmente como Dubai Sustainable City, projeto visa criar uma comunidade residencial que produza 50% de sua própria energia através de painéis solares.



(Fonte da imagem: Reprodução/Diamond Developers)
Uma cidade sustentável, repleta de áreas verdes, que não emite poluentes e produz 50% de sua própria energia através de captação da luz solar. Por mais incrível que pareça, não estamos descrevendo uma utopia fictícia retirada de alguma história em quadrinhos ou filme de ficção científica. Estamos falando do “Dubai Sustainable City”, um enorme complexo residencial que está sendo construído em Dubai, nos Emirados Árabes.

Ao todo, a cidade terá 46 hectares e aproximadamente 5,5742 m² de painéis solares responsáveis por gerar 50% da energia de toda a comunidade. Sistemas inteligentes de distribuição serão responsáveis por diminuir em 30% a demanda de água nos prédios, enquanto programas de incentivo à reciclagem tentarão diminuir a quantidade de lixo no local.

A primeira fase de construção da Dubai Sustainable City – que corresponde à entrega de 100 das 550 vilas residenciais que irão compor a cidade – está prevista para ser concluída até o fim de 2014. A segunda etapa, por sua vez, só estará completa no ano de 2016.Link

DOIS ESTADOS BRASILEIROS ESTÃO EM LISTA DOS PROJETOS MAIS SUSTENTÁVEIS DO MUNDO

Cidade Pedra Branca, em Palhoça, e Parque da Cidade, em São Paulo, aparecem na lista elaborada pelo Programa Climate Positive Development, da Rede C40 a da Fundação Clinton (Programa Clinton Climate Initiative Cities –Iniciativa Comunidades Sustentáveis), que, juntamente com os outros projetos fundadores, demonstrarão estratégias positivas para o clima, estabelecendo um forte exemplo ambiental e econômico a ser seguido pelas cidades.
A Cidade Universitária Pedra Branca defende o conceito de Urbanismo Sustentável, integrando uma preocupação com os pedestres, com as construções sustentáveis e a quantidade de espaços públicos, além de toda uma infra-estrutura de alta performance desenvolvida para as áreas de tecnologia e saúde.
Pedra Branca - 18 mais
O Parque da Cidade inspira-se no conceito Cidades Compactas, onde tudo está concentrado em um mesmo espaço. A sustentabilidade incorpora a preservação ambiental e o compromisso com a promoção do desenvolvimento humano, econômico e cultural. O conjunto de soluções considera metas em otimização do uso do solo, saúde e sociedade, transporte e acessos, redução na emissão de CO2, construção de rede, além de gestão da água, energia e resíduos.
Parque da Cidade - 18 mais
Os outros projetos fundadores são: Victoria Harbour e Barangardo (Austrália), Menlyn Maine (África do Sul), Magok Urban Project (Japão), Mahindra World City e Godrej Garden City (Índia), Panamá Pacífico (Panamá), Project Zero (Polônia), Stockholm Royal Seaport (Suécia), Albert Basin (Irlanda do Norte), Elephant & Castle (Inglaterra) e os americanos Dorckside Green, Ecodistricts, Treasure Island, Oberlin e Waterfront Toronto.Link

Sustentabilidade: Taiwan planeja a construção de “edifício verde”

“Uma vez tive um jardim cheio de flores que cresceu apenas em pensamentos escuros, mas eles precisavam de uma atenção constante e um dia eu decidi que eu tinha coisas melhores para fazer.” – Brian Andreas, em grande parte verdadeiras.



Arquitetos de Taiwan estão planejando construir o mais importante edifício verde do século 21. Os seus 380 metros de altura contribuirão ativamente para o desenvolvimento do uso de novas energias sustentáveis ​​no país. Cem por cento autossuficiente e com emissão zero de gás carbônico, a torre será um novo marco da  sustentabilidade. O projeto é uma mistura de biotecnologias, jardins botânicos e exemplos de bom uso de energia solar e eólica.
A construção será uma comemoração a nova dinâmica social, econômica e cultural do país, agora com uma política voltada à preservação do meio ambiente. Faz também parte do plano diretor que visa construir na cidade de Taichung, coração de Taiwan, um oásis urbano exemplo de inovação e sustentabilidade.
Os jardins suspensos do prédio serão completamente integrados com as áreas verdes da cidade. A ideia é fazer da torre uma paisagem vertical como continuidade do parque onde está localizada, de modo que a arquitetura interaja climaticamente, cineticamente e socialmente com o contexto climático da cidade, reduzindo assim a pegada ecológica de sua área urbana.
Além de funções turísticas, também serão incorporados ao prédio uma estação de monitoramento da qualidade ambiental, um centro de educação ambiental e um museu de desenvolvimento da cidade, que contará com exposições sobre projeto e planejamento urbano sustentável.
Para os arquitetos, o Arco Biônico é “um protótipo didático de experimentações ecológicas utilizando as tecnologias mais avançadas em termos de construção autossuficiente, a fim de melhor revelar suas aplicações na sociedade contemporânea”.
Fonte: Vicente Callebaut / My Modern Met (decoração estilours)