NY acha jardim secreto entre avenidas

Projeto quer abrir caminho por trás de prédios do centro

rua_escondida_ny (Foto: divulgação / F-Pops)
Como uma verdadeira praça pública linear – que se estende por sete quarteirões -, um bulevar permanece escondido em meio à confusão de prédios fincados no coração de Manhattan, Nova York. O segredo, conhecido por poucos nova-iorquinos que se atrevem a atravessar a alameda entre a 6ª e a 7ª avenidas, agora tem tudo para se tornar uma alternativa a mais para quem caminha pelas ruas da metrópole.
A história do jardim secreto de Manhattan tem mais de quatro décadas, e o fato de ele ter passado despercebido da maioria da população até hoje não é culpa da pressa de moradores e turistas da cidade, mas, sim, de sua lei de zoneamento. É que, nos anos 1960, o departamento de trânsito criou um sistema de incentivo que permitiu a construção de imóveis particulares em áreas bastante povoadas. Em troca, as empreiteiras cederem os espaços internos e os dos fundos dos prédios para uso público. Com o passar dos anos, os “quintais” foram cobertos e descaracterizados, afastando os cidadãos desses locais.
Agora, o poder municipal estuda uma proposta de revitalização dessas vielas escondidas pelos arranha-céus – ao todo, NY tem 503 espaços públicos ocupados por mais de 300 imóveis privados. No caso específico deste bulevar, a ideia prevê arborizar e padronizar a Avenida 6 ½, apelidada assim por ficar entre 6 e a 7, para integrar saguões, ruas e quintais, com placas de trânsito e faixas de pedestres.
O primeiro passo para abrir caminho está dado. Mesmo que ele dure apenas sete quadras.Link
rua_escondida_ny (Foto: divulgação / F-Pops)
rua_escondida_ny (Foto: divulgação / F-Pops)
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Direto do The History

Censo da Biodiversidade quer mapear espécies da Amazônia

CENSO DA BIODIVERSIDADE QUER MAPEAR ESPÉCIES DA AMAZÔNIA

21 de maio de 2012


Informações sobre as milhares de espécies de animais e plantas da Amazônia começaram a ser organizadas em um levantamento que pode ajudar pesquisadores e gestores ambientais a acompanhar os avanços da biodiversidade e definir estratégias de conservação para a região. O Censo da Biodiversidade, lançado em Belém, pelo Museu Goeldi, já relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição.

A lista inclui dados como nome científico, família e, em alguns casos, o nível de ameaça de extinção de cada espécie. A expectativa é que, até o fim do ano, o levantamento inclua dados de outras instituições que também pesquisam a biodiversidade amazônica. De acordo com pesquisadores envolvidos, acredita-se que 10% das espécies amazônicas ainda sejam desconhecidas. O Censo da Biodiversidade pode já pode ser acessado: clique aqui para conhecer.


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Agência Brasil

No mundo científico…

DESCOBERTAS 46 NOVAS ESPÉCIES EM FLORESTA NO SURINAME

03 de fevereiro de 2012


Descobertas 46 novas espécies animais em uma única expediçãoUma expedição da organização Conservação Internacional (CI) encontrou nada menos do que 46 espécies desconhecidas pela ciência no sudoeste do Suriname, nos arredores da cidade Kwamalasumutu, onde está uma das últimas florestas tropicais primitivas do planeta.
O local abriga animais que podem ser considerados estranhos como a “perereca-de-capacete” (que tem franjas brancas ao longo das pernas e uma espora no calcanhar), o “sapo-untanha” (cuja boca extraordinária lhe permite engolir presas com uma mordida apenas), um gafanhoto que desenvolveu para sua defesa uma série de armas químicas, ou um peixe cuja proteção é uma couraça de espinhos.

A pesquisa contou com a participação de 53 cientistas, a colaboração de indígenas da tribo Tiriyó e teve como objetivo investigar a biodiversidade desta região pouco conhecida para promover a sua sustentabilidade. Este verdadeiro paraíso natural entusiasmou a equipe científica, que ressaltou a importância destas pesquisas para a manutenção da biodiversidade e dos ecossistemas globais para as futuras gerações.
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Mundo científico…

NOVA TECNOLOGIA FAZ IMAGEM 3D DA BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA

10 de fevereiro de 2012

Nova tecnologia faz imagem 3D da biodiversidade amazônica 

Uma nova tecnologia de sensores, a bordo de aviões, permite a captura de imagens detalhadas e tridimensionais da floresta Amazônica. O sistema foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Carnegie do Departamento de Ecologia Global, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.
A tecnologia chamada AToMS (Airborne Taxonomic Mapping System, ou Sistema Aéreo de Mapeamento Taxonômico) foi lançada no dia 2 de junho de 2011 e une um laser a dois tipos de espectrômetros – aparelho que mede distintas propriedades da luz. Assim são fornecidas dimensões do ecossistema químico, estrutural, de biomassa e da biodiversidade, com aplicações que variam de suaves mudanças climáticas ao manejo florestal sustentável e à conservação de habitats.

Por conta dos distintos espectros da luz que são capturados, em vez de um gigantesco tapete verde, o que se obtém é um retrato multicolorido da floresta – no caso, já foram fotografadas partes da floresta na Colômbia e no Peru. Quanto mais colorida a imagem, maior a variação de espécies encontradas. As cores também podem apontar, por exemplo, o índice de concentração de carbono, neste caso indicado pelo vermelho. Esse tipo de imagem ainda não foi feita na parte brasileira da Amazônia, pois são necessários mais investimentos no projeto.
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Meio científico

Cientistas reconstituem o canto mais antigo do mundo

CIENTISTAS RECONSTITUEM O CANTO MAIS ANTIGO DO MUNDO

16 de fevereiro de 2012


Uma equipe internacional de pesquisadores da Escola de Ciências Biológicas de Bristol, na Inglaterra, conseguiu reproduzir o som do canto de um grilo durante o período Jurássico, como explica um artigo publicado na Proccedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos. A viagem sonora pelo tempo foi possível graças à colaboração de cientistas chineses, que cederam o fóssil de um inseto de 165 milhões de anos em um excelente estado de conservação.

O fóssil pertence à espécie Archaboilus Musicus e apresenta, sob as lentes do microscópio, os detalhes de suas asas e de seu aparelho estridulatório (a partir da estridulação, o esfregamento de partes do corpo, esses insetos produzem seus cantos). Através da análise de sua morfologia, em comparação com diferentes espécies de grilos modernos, os cientistas foram capazes de reconstruir a música que este inseto emitia para atrair as fêmeas.

Seguindo os princípios biomecânicos descobertos há alguns anos pelo pesquisador Fernando Montealegre-Z, ficou estabelecido que o A. Musicus cantou um tom de 6.4kHz durante 16 milissegundos. Essas foram informações suficientes para reconstruir acusticamente a música, possivelmente a mais antiga canção documentada até hoje.

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