Planta-espelho

A planta-espelho é uma espécie dioica, arbustiva, lenhosa e de folhagem ornamental, nativa da Nova Zelândia. O nome botânico “Coprosma” deriva do grego e significa “cheiro de esterco”, uma referência ao cheiro da planta. É uma espécie com grande capacidade de adaptação, que se comporta de maneira diferente de acordo com o local onde é plantada. Em áreas ensolaradas e expostas, ela tem suas folhas diminuídas, retorcidas e com tons bronzeados. Além disso adquire um porte pequeno, compacto de arbusto, muitas vezes prostrado até. Já em locais protegidos, com luz filtrada, a ramagem fica um pouco mais esparsa e crescida, podendo atingir 8 metros de altura e com folhas maiores, de margens lisas, na cor verde. Olhando dois exemplares, cultivados nas diferentes situações é difícil dizer que pertencem à mesma espécie ou variedade.
As folhas da planta-espelho são duras, coriáceas, glabras, ovaladas, com margens recurvadas e muito brilhantes, o que lhe valeu o nome popular. Elas são assim para resistir à insolação, calor e ventanias de áreas costeiras, reduzindo a perda de água por transpiração. De acordo com a variedade e a situação, as folhas podem ser verdes, amarelas, variegadas, acobreadas e com margens coloridas também. O florescimento ocorre na primavera e verão, com inflorescências pequenas e de pouco valor ornamental, em cachos nas axilas foliares. As plantas femininas produzem frutos do tipo drupa, ovóides e de cor laranja. Os frutos são comestíveis, porém não muito saborosos. Das sementes torradas e moídas, pode-se fazer um delicioso substituto para o café. Algumas cultivares populares são: ‘Sol Nascente’, ‘Picturata’, ‘Coppershine’, ‘Taupata Gold’, ‘Variegata’, ‘Marble Chips’, ‘Ivone’ e ‘Coffee Cream’
Na cultura maori, a planta-espelho é utilizada em rituais de limpeza e purificação espiritual e física, prevenindo e combatendo doenças do corpo e da alma, embora outras espécies deste mesmo gênero sejam aproveitadas para este fim também.
A planta-espelho é um curinga no paisagismo da casa de praia. Com tantas variedades disponíveis fica até difícil escolher uma só. Com ela podemos fazer brilhantes e coloridos maciços sob sol pleno, assim como renques ou bordaduras. Ela tolera podas e pode ser conduzida com aspecto mais solta ou mais formal, respeitando assim o estilo geral do jardim. Por ser tão moldável, adaptável e rústica, encaixa-se em qualquer estilo. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras, adornando varandas, sacadas, terraços, pátios e quintais.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Apesar de preferir solos arenosos, é possível cultivá-la em solos mais pesados. É típica de regiões litorâneas, portanto resiste bem à salinidade e aos ventos. Tolera o frio, mas é melhor resguardá-la de geadas ou neves. Multiplica-se por estaquia dos ramos lenhosos no outono e mais raramente por sementes, que podem levar até um ano para germinar.Link

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