A crise e o estresse

A palavra crise origina-se no latim e, curiosamente, emprega-se, também, para vento. Portanto podemos pensar que essa manifestação aguda da reviravolta econômica que dificulta o equilíbrio entre a produção e o consumo, esteja mais para um temporal, para um vendaval borrascoso, que para um longo período de penúrias.
É possível eu que seja rotulado como alguém que propende para ver tudo pelo lado bom: um otimista que acredita que o mal físico e até, o mal moral é somente uma transição necessária, que será absorvida num bem superior. Algo parecido com isso foi escrito por Hegel, no inicio do século XIX, influenciando mais tarde o pensamento de Marx. Recentemente um outro filosofo (ou filosofante) disse que o Brasil viveria uma marolinha, uma leve agitação aquática que umedeceria nossas praias.
Estou nessa, prefiro ser crédulo a me tornar um derrotista, aliás, nós os paisagistas somos inclinados a presumir que lá, na frente, tudo ira dar certo, vejam, por exemplo, a fé depositada em uma pequena semente, num caroçinho quase insignificante que poderá transformar-se em um gigantesco jequitibá. Ás vezes confiamos em uma porção de lixo malcheiroso, na certeza de que irá se transformar em um adubo nutritivo para nossas plantas.
Pois é, precisamos ter confiança, uma segura confiança alicerçada em nossas esperanças. Sei como isso é duro para aqueles que enfrentam momentos críticos, imagino como as situações difíceis geram estresse mental e físico.
Qual seria o tratamento eficaz para essas angustias? Não pretendo adentrar em searas psicológicas ou receitar algum ansiolítico natural. Quero apresentar uma das formas mais interessantes de combater o estresse: a de se relacionar melhor com a natureza, explorando os espaços externos, para melhor entender nosso campo interno. Deixar, por alguns momentos, no final do dia, o formalismo pendurado em uma cadeira qualquer e, armados de um cortador de grama ou uma tesoura de poda, sair ao ar livre para cuidar do nosso jardim. De nosso jardim e de nós mesmos.
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