Mobilidade e paisagismo

Pesquisa revela a preocupação dos moradores do interior do Estado com o trânsito
O paisagismo assume posição estratégica na organização do espaço urbano, não somente cumprindo papel estético, mas contribuindo com algumas soluções que arquitetos e paisagistas no mundo todo vêm propondo, para aumentar a integração entre a natureza e o ambiente urbano, colaborar para a preservação de diversos ecossistemas, além de tornar os espaços urbanos mais agradáveis para viver.
Cada vez mais, é sentido o impacto da falta de planejamento nas cidades. Nesta semana, aconteceu um workshop sobre “mobilidade corporativa e cidades sustentáveis”, assunto que apresenta estreita relação com o paisagismo urbano, o que interessa a todos nós.
Foi colocado que a mobilidade urbana no Brasil é um dos grandes desafios para que a população ganhe qualidade de vida e as cidades se tornem mais sustentáveis. Que o modelo de desenvolvimento pautado pelo automóvel não é mais opção, e um sistema de transporte coletivo eficiente, multimodal e integrado é fundamental, mas não suficiente. 
É claro que quando comparamos a cidade de São Paulo com as nossas cidades do interior, a diferença é brutal. No entanto, foi também apresentada pesquisa que revela a preocupação dos moradores destas cidades com o trânsito. É preciso organizar as alternativas, investir em transporte coletivo, na infra-estrutura para circulação das pessoas, na rede ciclo viária segura e serviços de apoio de qualidade. 
No paisagismo urbano, o projeto pode contemplar a organização e otimização das áreas, bem como a melhoria dos espaços de circulação. É interessante colocar que mais uma vez a sociedade civil se manifesta de maneira forte, pois além do poder público, a iniciativa privada tem um papel fundamental. A implementação de soluções de transporte, como a de reduzir o uso individual dos carros, melhoram a qualidade de vida, aumentam a produtividade e motivação, além de reduzir os impactos negativos sobre o trânsito na cidade. 
Em parceria, a World Resources Institute – WRI, a Embarq Brasil e o Banco Mundial apresentaram, através de especialistas nacionais e internacionais, soluções de mobilidade corporativa em outros países e em São Paulo. 
Ficou claro que mobilidade tem a ver com qualidade de vida e que, por isso, é necessário analisar demandas e investir nas alternativas disponíveis. Áreas afins, como a de paisagismo, podem colaborar com estas alternativas, como é o caso do investimento em áreas verdes, melhoria das calçadas, entorno das ciclovias e demais espaços de circulação.Link
Nancy Thame


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